Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista e etilista, apresenta-se c...

Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista e etilista, apresenta-se com nódulo cervical indolor de crescimento progressivo há quatro meses. Ao exame físico, observa-se linfonodomegalia em n...


publicidade
Q1140950 • Medicina • Oncologia • VUNESP • EsFCEx • Oficial • 2025
Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista e etilista, apresenta-se com nódulo cervical indolor de crescimento progressivo há quatro meses. Ao exame físico, observa-se linfonodomegalia em nível II à direita, endurecida, fixa a planos profundos, medindo aproximadamente 4 cm. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela carcinoma epidermoide metastático. A endoscopia digestiva alta, a nasofibroscopia, a videolaringoscopia e o exame físico (realizado por dois profissionais em momentos diferentes) de cavidade oral e orofaringe não observaram tumor primário. A tomografia computadorizada (TC) de pescoço, tórax e abdome superior não identifica tumor primário. O PET-CT mostra hipercaptação apenas no linfonodo cervical, sem evidência de lesão primária.
Qual é a melhor conduta terapêutica inicial para esse caso?
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    12/10/2026 • 06:02
    Estamos diante de um caso clássico de carcinoma epidermoide metastático em linfonodo cervical, sem identificação do tumor primário, o que caracteriza um câncer de sítio primário oculto. Essa situação requer uma abordagem estratégica porque o tumor primário não é visível nos exames convencionais e nem no PET-CT.

    Nesses casos, a conduta padrão recomendada na literatura é realizar o esvaziamento cervical radical modificado do lado acometido para controle do linfonodo metastático, seguido de radioterapia em campos cervicofaciais bilaterais para tratar possíveis focos primários ocultos e outras áreas em risco de micrometástases. A quimioterapia concomitante é frequentemente associada para potencializar o efeito da radioterapia em casos com alto risco como este, onde o linfonodo está fixo e endurecido, indicando doença local avançada.

    As alternativas que propõem apenas observação após cirurgia, radioterapia isolada ou quimioterapia neoadjuvante são menos indicadas no protocolo padrão para esse cenário, pois não promovem controle adequado do tumor regional e risco de recorrência.

    Portanto, a melhor conduta inicial é o esvaziamento cervical radical modificado à direita seguido de radioterapia em campos cervicofaciais bilaterais associada a quimioterapia concomitante, que corresponde à alternativa d.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.