Equipe Gabarite
EQUIPE
12/10/2026 • 06:02
Nesta questão, estamos diante de um caso complexo de reconstrução após maxilectomia total e exenteração orbital, ambos realizados devido a um carcinoma no seio maxilar. O defeito envolve estruturas tridimensionais importantes: maxila, palato duro, assoalho orbital e o conteúdo orbital. Além disso, a paciente passará por radioterapia adjuvante, que traz considerações adicionais para a escolha do tipo de reconstrução.
O principal desafio é o defeito ósseo e a necessidade de reabilitação funcional e estética complexa, especialmente porque a radioterapia pode prejudicar a cicatrização e viabilizar o uso de próteses.
Vamos analisar as alternativas:
a) Prótese obturadora e ocular não é indicada quando o defeito é muito extenso e envolve perda óssea significativa. Além disso, radioterapia pode comprometer a adaptação e a manutenção dessas próteses.
b) Retalho microcirúrgico anterolateral da coxa é um retalho cutâneo e muscular que tem boa área, porém não inclui componente ósseo, então não será suficiente para reconstrução óssea do defeito.
c) Retalho temporal associado a enxerto ósseo da crista ilíaca pode atender a reconstrução óssea primária, mas o retalho temporal é limitado em pele e músculo, e o enxerto ósseo pode não resistir bem à radioterapia.
d) Retalho miocutâneo de peitoral maior oferece massa muscular e pele, porém não componentes ósseos para reconstrução da maxila e do assoalho orbital.
e) Retalho microcirúrgico de fíbula osteocutâneo é considerado padrão ouro em reconstruções ósseas complexas da face, pois oferece osso (fíbula) para reconstrução óssea tridimensional, além de pele para cobertura, sendo resistente à radioterapia. Permite refazer o assoalho orbitário e parte da maxila, essencial para função e estética.
Portanto, a melhor opção, considerando o defeito complexo e a necessidade de radioterapia, é o retalho microcirúrgico de fíbula osteocutâneo.
Gabarito: letra e.
O principal desafio é o defeito ósseo e a necessidade de reabilitação funcional e estética complexa, especialmente porque a radioterapia pode prejudicar a cicatrização e viabilizar o uso de próteses.
Vamos analisar as alternativas:
a) Prótese obturadora e ocular não é indicada quando o defeito é muito extenso e envolve perda óssea significativa. Além disso, radioterapia pode comprometer a adaptação e a manutenção dessas próteses.
b) Retalho microcirúrgico anterolateral da coxa é um retalho cutâneo e muscular que tem boa área, porém não inclui componente ósseo, então não será suficiente para reconstrução óssea do defeito.
c) Retalho temporal associado a enxerto ósseo da crista ilíaca pode atender a reconstrução óssea primária, mas o retalho temporal é limitado em pele e músculo, e o enxerto ósseo pode não resistir bem à radioterapia.
d) Retalho miocutâneo de peitoral maior oferece massa muscular e pele, porém não componentes ósseos para reconstrução da maxila e do assoalho orbital.
e) Retalho microcirúrgico de fíbula osteocutâneo é considerado padrão ouro em reconstruções ósseas complexas da face, pois oferece osso (fíbula) para reconstrução óssea tridimensional, além de pele para cobertura, sendo resistente à radioterapia. Permite refazer o assoalho orbitário e parte da maxila, essencial para função e estética.
Portanto, a melhor opção, considerando o defeito complexo e a necessidade de radioterapia, é o retalho microcirúrgico de fíbula osteocutâneo.
Gabarito: letra e.