Mulher, de 48 anos, foi submetida à maxilectomia total à direita com exentera...

Mulher, de 48 anos, foi submetida à maxilectomia total à direita com exenteração orbital ipsilateral por carcinoma epidermoide de seio maxilar. Após a ressecção, observa-se um defeito complexo trid...


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Q1140953 • Medicina • Oncologia • VUNESP • EsFCEx • Oficial • 2025
Mulher, de 48 anos, foi submetida à maxilectomia total à direita com exenteração orbital ipsilateral por carcinoma epidermoide de seio maxilar. Após a ressecção, observa-se um defeito complexo tridimensional envolvendo maxila, palato duro, assoalho orbital e conteúdo orbital. A paciente será submetida à radioterapia adjuvante.
Considerando a complexidade do defeito e a necessidade de radioterapia pós-operatória, qual a melhor opção reconstrutiva para esse caso?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    12/10/2026 • 06:02
    Nesta questão, estamos diante de um caso complexo de reconstrução após maxilectomia total e exenteração orbital, ambos realizados devido a um carcinoma no seio maxilar. O defeito envolve estruturas tridimensionais importantes: maxila, palato duro, assoalho orbital e o conteúdo orbital. Além disso, a paciente passará por radioterapia adjuvante, que traz considerações adicionais para a escolha do tipo de reconstrução.

    O principal desafio é o defeito ósseo e a necessidade de reabilitação funcional e estética complexa, especialmente porque a radioterapia pode prejudicar a cicatrização e viabilizar o uso de próteses.

    Vamos analisar as alternativas:

    a) Prótese obturadora e ocular não é indicada quando o defeito é muito extenso e envolve perda óssea significativa. Além disso, radioterapia pode comprometer a adaptação e a manutenção dessas próteses.

    b) Retalho microcirúrgico anterolateral da coxa é um retalho cutâneo e muscular que tem boa área, porém não inclui componente ósseo, então não será suficiente para reconstrução óssea do defeito.

    c) Retalho temporal associado a enxerto ósseo da crista ilíaca pode atender a reconstrução óssea primária, mas o retalho temporal é limitado em pele e músculo, e o enxerto ósseo pode não resistir bem à radioterapia.

    d) Retalho miocutâneo de peitoral maior oferece massa muscular e pele, porém não componentes ósseos para reconstrução da maxila e do assoalho orbital.

    e) Retalho microcirúrgico de fíbula osteocutâneo é considerado padrão ouro em reconstruções ósseas complexas da face, pois oferece osso (fíbula) para reconstrução óssea tridimensional, além de pele para cobertura, sendo resistente à radioterapia. Permite refazer o assoalho orbitário e parte da maxila, essencial para função e estética.

    Portanto, a melhor opção, considerando o defeito complexo e a necessidade de radioterapia, é o retalho microcirúrgico de fíbula osteocutâneo.

    Gabarito: letra e.
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