Homem de 68 anos, com doença renal crônica dialítica há sete anos, apresenta ...

Homem de 68 anos, com doença renal crônica dialítica há sete anos, apresenta dor óssea difusa, fraqueza muscular progressiva e prurido generalizado. Exames laboratoriais mostram: cálcio sérico: 8,9...


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Homem de 68 anos, com doença renal crônica dialítica há sete anos, apresenta dor óssea difusa, fraqueza muscular progressiva e prurido generalizado. Exames laboratoriais mostram: cálcio sérico: 8,9 mg/dL (VR: 8,5 – 10,5); fósforo: 6,8 mg/dL (VR: 2,5 – 4,5); PTH: 380 pg/mL (VR: 15 – 65); fosfatase alcalina: 420 U/L (VR: 40 – 150); 25-OH-vitamina D: 18 ng/mL (VR: > 30). A radiografia de mãos evidencia reabsorção subperiosteal em falanges, e a cintilografia com sestamibi mostra hipercaptação difusa em topografia de paratireoides, sem focos dominantes.
Qual o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica inicial mais adequada, respectivamente?
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    12/10/2026 • 05:01
    Vamos falar sobre distúrbios do metabolismo do cálcio e suas relações com as paratireoides, especialmente em pacientes com doença renal crônica. Aqui, temos um homem com DRC dialítica de longa data, o que já suxere um contexto clássico para alterações no metabolismo mineral ósseo. A dor óssea, fraqueza muscular e prurido generalizado indicam complicações ósseas e sistêmicas decorrentes desses distúrbios.

    No exame, observa-se fósforo elevado, cálcio normal, PTH muito alto e níveis baixos de vitamina D, além de fosfatase alcalina alta, que indica alta atividade osteoblástica, típica de doença óssea metabólica. A radiografia mostra reabsorção subperiosteal, característica do hiperparatireoidismo. A cintilografia com hipercaptação difusa nas paratireoides sem nódulos dominantes sugere hiperplasia glandular, e não adenoma ou carcinoma.

    Esses achados são típicos de hiperparatireoidismo secundário, que é uma resposta adaptativa à hipóxia de cálcio devido à doença renal. O aumento persistente e autônomo do PTH poderia evoluir para o terciário, mas essa distinção geralmente ocorre com hipercalcemia franca, que não é o caso aqui (cálcio normal). Além disso, o tratamento inicial para hiperparatireoidismo secundário inclui o uso de calcimiméticos (como o cinacalcete) para controlar o PTH e o fósforo.

    Portanto, o diagnóstico mais provável é o hiperparatireoidismo secundário e a conduta inicial correta envolve o uso do calcimimético e controle do fósforo. Isso corresponde à alternativa a).

    Gabarito: a)
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