David Castilho
EQUIPE
12/10/2026 • 05:01
Vamos falar sobre distúrbios do metabolismo do cálcio e suas relações com as paratireoides, especialmente em pacientes com doença renal crônica. Aqui, temos um homem com DRC dialítica de longa data, o que já suxere um contexto clássico para alterações no metabolismo mineral ósseo. A dor óssea, fraqueza muscular e prurido generalizado indicam complicações ósseas e sistêmicas decorrentes desses distúrbios.
No exame, observa-se fósforo elevado, cálcio normal, PTH muito alto e níveis baixos de vitamina D, além de fosfatase alcalina alta, que indica alta atividade osteoblástica, típica de doença óssea metabólica. A radiografia mostra reabsorção subperiosteal, característica do hiperparatireoidismo. A cintilografia com hipercaptação difusa nas paratireoides sem nódulos dominantes sugere hiperplasia glandular, e não adenoma ou carcinoma.
Esses achados são típicos de hiperparatireoidismo secundário, que é uma resposta adaptativa à hipóxia de cálcio devido à doença renal. O aumento persistente e autônomo do PTH poderia evoluir para o terciário, mas essa distinção geralmente ocorre com hipercalcemia franca, que não é o caso aqui (cálcio normal). Além disso, o tratamento inicial para hiperparatireoidismo secundário inclui o uso de calcimiméticos (como o cinacalcete) para controlar o PTH e o fósforo.
Portanto, o diagnóstico mais provável é o hiperparatireoidismo secundário e a conduta inicial correta envolve o uso do calcimimético e controle do fósforo. Isso corresponde à alternativa a).
Gabarito: a)
No exame, observa-se fósforo elevado, cálcio normal, PTH muito alto e níveis baixos de vitamina D, além de fosfatase alcalina alta, que indica alta atividade osteoblástica, típica de doença óssea metabólica. A radiografia mostra reabsorção subperiosteal, característica do hiperparatireoidismo. A cintilografia com hipercaptação difusa nas paratireoides sem nódulos dominantes sugere hiperplasia glandular, e não adenoma ou carcinoma.
Esses achados são típicos de hiperparatireoidismo secundário, que é uma resposta adaptativa à hipóxia de cálcio devido à doença renal. O aumento persistente e autônomo do PTH poderia evoluir para o terciário, mas essa distinção geralmente ocorre com hipercalcemia franca, que não é o caso aqui (cálcio normal). Além disso, o tratamento inicial para hiperparatireoidismo secundário inclui o uso de calcimiméticos (como o cinacalcete) para controlar o PTH e o fósforo.
Portanto, o diagnóstico mais provável é o hiperparatireoidismo secundário e a conduta inicial correta envolve o uso do calcimimético e controle do fósforo. Isso corresponde à alternativa a).
Gabarito: a)