Paciente do sexo feminino, com 22 anos, apresenta nódulo tireoidiano único de...

Paciente do sexo feminino, com 22 anos, apresenta nódulo tireoidiano único de 3,2 cm em lobo direito, descoberto em exame de rotina. Nega sintomas compressivos, disfagia ou disfonia. Não há históri...


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Paciente do sexo feminino, com 22 anos, apresenta nódulo tireoidiano único de 3,2 cm em lobo direito, descoberto em exame de rotina. Nega sintomas compressivos, disfagia ou disfonia. Não há histórico familiar de câncer de tireoide. Ao exame físico, observa-se nódulo palpável, mas não visível, móvel à deglutição, sem linfonodomegalias cervicais. A função tireoidiana está normal (TSH: 1,8 mUI/L; T4 livre: 1,2 ng/dL). A ultrassonografia evidencia nódulo sólido, isoecogênico, com margens regulares, sem microcalcificações, mais largo do que alto, classificado como TIRADS 3. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela Bethesda II (benigno), compatível com nódulo coloide.
Qual a conduta mais adequada para esse caso?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    12/10/2026 • 06:02
    Vamos falar sobre o manejo dos nódulos tireoidianos, um tema bastante comum em concursos de medicina e endocrinologia. Quando encontramos um nódulo na tireoide, a primeira preocupação é verificar se ele é benigno ou maligno, para definir o tratamento adequado.

    Nesse caso, temos uma paciente jovem, com um nódulo de 3,2 cm em lobo direito, sem sinais ou sintomas que sugiram complicações, e com função tireoidiana normal. A ultrassonografia classificou o nódulo como TIRADS 3, o que indica um risco baixo de malignidade, com características benignas. A PAAF, que é um exame essencial para avaliar o risco de câncer, mostrou resultado Bethesda II, ou seja, benigno, compatível com nódulo coloide, que é um achado benigno comum.

    Diante de um nódulo benigno, especialmente com essas características de baixo risco, a conduta recomendada geralmente é a observação clínica com acompanhamento por ultrassonografia anual para monitorar possíveis alterações, sem necessidade de intervenção cirúrgica ou tratamentos invasivos imediatos.

    Repetir a PAAF em curto prazo não é indicado nesse cenário, a menos que haja aumento do nódulo ou mudança nas características clinico-imagiológicas. Cirurgias como lobectomia ou tireoidectomia total são reservadas para casos suspeitos ou malignos, e ablação percutânea com etanol geralmente é indicada para cistos e outros casos específicos, não para nódulos benignos sólidos.

    Portanto, a conduta mais adequada aqui é a observação clínica com ultrassonografia anual.

    Gabarito: letra b.
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