Paciente de 45 anos, previamente hígida, é avaliada após a detecção de um nód...

Paciente de 45 anos, previamente hígida, é avaliada após a detecção de um nódulo na mama direita. Ao exame físico, palpa-se um nódulo único de aproximadamente 2,5 cm no quadrante superior externo d...


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Paciente de 45 anos, previamente hígida, é avaliada após a detecção de um nódulo na mama direita. Ao exame físico, palpa-se um nódulo único de aproximadamente 2,5 cm no quadrante superior externo da mama direita, de consistência endurecida, móvel, sem retração cutânea ou descarga papilar. O exame físico da axila direita revela ausência de linfonodos palpáveis. Ultrassonografia mamária confirma lesão sólida de 2,4 x 2,6 cm, sem outras alterações associadas. Ultrassonografia de axila não evidencia linfonodomegalias suspeitas. Biópsia core da lesão revela carcinoma invasivo de mama, subtipo HER2-positivo, receptor hormonal negativo, Ki-67 elevado. Exames de estadiamento sistêmico (radiografia de tórax, ultrassonografia abdominal e cintilografia óssea) não mostram evidência de metástases.

Com base nesse quadro, qual a conduta inicial mais apropriada?
Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    12/10/2026 • 04:01
    Essa questão aborda o manejo inicial do câncer de mama HER2-positivo em uma paciente com tumor único, de tamanho moderado e sem metástases aparentes. Para entender bem essa situação, precisamos lembrar que o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, que é um subtipo mais agressivo, geralmente envolve terapia direcionada com anticorpos como trastuzumabe e pertuzumabe, associados à quimioterapia. O tamanho do tumor (2,5 cm) e a ausência de linfonodos palpáveis auxiliam na escolha da abordagem inicial.

    Inicialmente, sabe-se que, para tumores maiores ou agressivos como o HER2-positivo, a quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia) é recomendada para reduzir o tumor e permitir cirurgias menos mutilantes, além de avaliar a resposta ao tratamento. O uso combinado de trastuzumabe e pertuzumabe é padrão para tratamento neoadjuvante em tumores HER2-positivos, aumentando as chances de resposta completa.

    Cirurgia conservadora pode ser feita após a quimioterapia neoadjuvante, se houver boa redução tumoral. A radioterapia, por sua vez, geralmente acontece após a cirurgia, não antes, e a mastectomia total imediata sem tratamento sistêmico inicial não é padrão para tumores HER2-positivos maiores que 2 cm.

    Dessa forma, a conduta mais apropriada no caso apresentado é iniciar com quimioterapia neoadjuvante associada aos anticorpos monoclonais (trastuzumabe e pertuzumabe), ou seja, a alternativa e).
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