Uma paciente de 49 anos, previamente saudável, apresenta nódulo palpável em m...

Uma paciente de 49 anos, previamente saudável, apresenta nódulo palpável em mama esquerda durante autoexame. Ao exame físico, observa-se pequeno nódulo endurecido no quadrante superolateral da mama...


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Uma paciente de 49 anos, previamente saudável, apresenta nódulo palpável em mama esquerda durante autoexame. Ao exame físico, observa-se pequeno nódulo endurecido no quadrante superolateral da mama esquerda, medindo cerca de 0,5 cm, móvel, sem sinais de retração cutânea. Palpação axilar revela linfonodo único aumentado, móvel, com cerca de 1,5 cm de diâmetro. Ultrassonografia mamária confirma nódulo sólido de 0,5 x 0,6 cm e linfonodo axilar de morfologia alterada. Biópsia core do nódulo revela carcinoma ductal invasivo, subtipo triplo- -negativo (receptores hormonais e HER2 negativos), com Ki-67 elevado. Punção aspirativa do linfonodo confirma metástase axilar. Estadiamento sistêmico (radiografia de tórax, USG abdominal e cintilografia óssea) sem evidências de metástases à distância.

Com base nesse quadro, qual a conduta inicial mais adequada?
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    12/10/2026 • 04:01
    Nesta questão, estamos diante de um caso de câncer de mama triplo-negativo (negativo para receptores hormonais e HER2), que é um subtipo mais agressivo e com prognóstico geralmente pior. O tumor é pequeno (0,5 cm), mas já há envolvimento linfonodal confirmado pela punção aspirativa do linfonodo axilar, o que indica doença localmente avançada mesmo com tamanho reduzido do tumor primário.

    No tratamento do câncer de mama triplo-negativo com linfonodos positivos, a abordagem padrão envolve quimioterapia neoadjuvante, ou seja, quimioterapia antes da cirurgia. Isso ajuda a reduzir o tumor, possibilita avaliar a resposta ao tratamento e pode melhorar a chance de cirurgia conservadora e o prognóstico geral.

    Mais recentemente, a imunoterapia com pembrolizumabe (um inibidor de checkpoint imunológico) tem sido incorporada no tratamento neoadjuvante para tumores triplo-negativos de alto risco, em combinação com a quimioterapia, mostrando melhora na taxa de resposta patológica.

    Como o caso descreve um câncer triplo-negativo, com linfonodo positivo e alto índice proliferativo (Ki-67 elevado), o cenário é elegível para essa combinação. Portanto, a conduta atual recomendada seria realizar quimioterapia neoadjuvante com inmunoterapia (pembrolizumabe), seguida da cirurgia.

    Analisando as alternativas:
    (a) Cirurgia conservadora seguida apenas de radioterapia é inadequado porque há linfonodo positivo e o subtipo triplo-negativo que demanda quimioterapia.
    (b) Quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia é correto, mas atualmente a imunoterapia é incorporada preconizada para esse subtipo e estágio.
    (c) Quimioterapia neoadjuvante com pembrolizumabe seguida de cirurgia é a conduta mais moderna e adequada.
    (d) Cirurgia seguida de quimioterapia com pembrolizumabe é menos indicada neste cenário; o ideal é neoadjuvante.
    (e) Cirurgia seguida de imunoterapia sozinha não é padrão.

    Portanto, o gabarito correto é a alternativa c).
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