Camila Duarte
EQUIPE
12/10/2026 • 03:01
Vamos falar um pouco sobre a rivaroxabana, que é um anticoagulante oral direto, bastante usado para prevenir eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial, entre outras indicações. Para essa paciente de 92 anos que tem diversas comorbidades, como hipertensão, insuficiência cardíaca, doença renal crônica e fibrilação atrial crônica, é fundamental avaliar as condições clínicas para ajustar a dose ou contraindicar o uso.
Primeiro ponto: a doença renal crônica com depuração de creatinina de 55 mL/min não contraindica o uso da rivaroxabana, mas exige ajuste posológico. Normalmente, para depuração entre 15 e 50 mL/min, a dose é reduzida para 15 mg/dia; acima desse valor, a dose padrão para fibrilação atrial é de 20 mg/dia. Entretanto, no caso dessa paciente, a depuração está em 55 mL/min, portanto, próximo do limite, mas ainda dentro da dose padrão.
Quanto à idade, mesmo pacientes idosos se beneficiam da anticoagulação para fibrilação atrial, pois o risco de AVC é elevado e o benefício supera o risco, desde que feito o acompanhamento adequado.
O escore CHA2DS2-VASc é usado para estimar o risco de tromboembolismo em fibrilação atrial. Essa paciente tem hipertensão (1 ponto), idade acima de 75 anos (2 pontos), insuficiência cardíaca (1 ponto), ou seja, já soma mais do que 2 pontos, indicando claramente a indicação de anticoagulação.
O escore HAS-BLED avalia o risco de sangramento. Um valor de 6 pontos é alto, podendo aumentar os riscos, mas não contraindica automaticamente o uso da anticoagulação. Importante conduzir monitoramento rigoroso.
Assim, a alternativa correta é a letra d: A dose correta é 20 mg/dia, pois a depuração de creatinina está acima dos 50 mL/min e essa é a dose recomendada para pacientes com fibrilação atrial sem necessidade de ajuste para insuficiência renal leve a moderada.
Gabarito: d
Primeiro ponto: a doença renal crônica com depuração de creatinina de 55 mL/min não contraindica o uso da rivaroxabana, mas exige ajuste posológico. Normalmente, para depuração entre 15 e 50 mL/min, a dose é reduzida para 15 mg/dia; acima desse valor, a dose padrão para fibrilação atrial é de 20 mg/dia. Entretanto, no caso dessa paciente, a depuração está em 55 mL/min, portanto, próximo do limite, mas ainda dentro da dose padrão.
Quanto à idade, mesmo pacientes idosos se beneficiam da anticoagulação para fibrilação atrial, pois o risco de AVC é elevado e o benefício supera o risco, desde que feito o acompanhamento adequado.
O escore CHA2DS2-VASc é usado para estimar o risco de tromboembolismo em fibrilação atrial. Essa paciente tem hipertensão (1 ponto), idade acima de 75 anos (2 pontos), insuficiência cardíaca (1 ponto), ou seja, já soma mais do que 2 pontos, indicando claramente a indicação de anticoagulação.
O escore HAS-BLED avalia o risco de sangramento. Um valor de 6 pontos é alto, podendo aumentar os riscos, mas não contraindica automaticamente o uso da anticoagulação. Importante conduzir monitoramento rigoroso.
Assim, a alternativa correta é a letra d: A dose correta é 20 mg/dia, pois a depuração de creatinina está acima dos 50 mL/min e essa é a dose recomendada para pacientes com fibrilação atrial sem necessidade de ajuste para insuficiência renal leve a moderada.
Gabarito: d