Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?

Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?


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Considere o caso clínico a seguir para responder à questão:


Mulher de 24 anos vai ao pronto atendimento com queixa de dor pélvica insidiosa que acomete todo o hipogástrio e que apareceu logo após seu período menstrual. Não apresenta febre, dispareunia nem sintomas gastrointestinais. Não utiliza método contraceptivo, pois preferia o coito interrompido. Não tinha parceiro fixo. Ao exame físico: bom estado geral, afebril. Apresentava dor à palpação abdominal infraumbilical. No exame especular, observou-se corrimento amarelado e bolhoso sem odor e sem hiperemia; ao toque vaginal, apresentou dor à mobilização cervical.
Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    12/10/2026 • 03:01
    Vamos analisar o caso. Temos uma mulher jovem, 24 anos, com dor pélvica que surgiu logo após a menstruação e que acomete toda a região do hipogástrio. Ela não tem febre, nem dor durante a relação sexual (dispareunia) e nem sintomas gastrointestinais. No exame especular, o corrimento é amarelado e bolhoso, sem odor e sem vermelhidão local. A dor à mobilização cervical é um sinal importante, apontando para um processo inflamatório na pelve. A paciente não usa métodos contraceptivos eficazes e não tem parceiro fixo, o que a coloca em maior risco para infecções sexualmente transmissíveis.

    A endometriose geralmente causa dor pélvica crônica e dismenorreia intensa, mas não costuma causar corrimento vaginal e dor à mobilização cervical. A tricomoníase apresenta corrimento amarelo-esverdeado, mas o exame não cita hiperemia (vermelhidão) e a dor à mobilização cervical é menos comum. Dismenorreia é dor ligada à menstruação, e aqui a dor apareceu após o ciclo menstrual, o que não é típico. Infecção do trato urinário causa dor, mas a dor aqui é na pelve e há corrimento vaginal anormal, o que não é típico para ITU.

    Portanto, o quadro clínico mais compatível é o da doença inflamatória pélvica aguda, que é uma infecção ascendende dos órgãos reprodutivos femininos, caracterizada pela dor pélvica, corrimento vaginal e dor à mobilização cervical, frequentemente sem febre. Essa condição requer tratamento imediato para evitar complicações.

    Gabarito: C
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