Um paciente de 62 anos chega à emergência co...

Um paciente de 62 anos chega à emergência com dor torácica típica há 2 horas. ECG inicial não mostra supradesnível do segmento ST. Troponina ultrassensível disponív...


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Um paciente de 62 anos chega à emergência com dor torácica típica há 2 horas. ECG inicial não mostra supradesnível do segmento ST. Troponina ultrassensível disponível foi coletada na admissão. Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a conduta diagnóstica mais adequada para esse cenário é:

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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    12/10/2026 • 02:01
    Vamos conversar um pouco sobre a avaliação inicial de um paciente que chega com dor torácica típica, um cenário comum e muito importante na emergência. Quando a dor sugere um problema cardíaco, o primeiro passo é o eletrocardiograma (ECG). Se não há supradesnível do segmento ST, ou seja, não é um infarto com supradesnível, a suspeita recai para um infarto sem supradesnível ou angina instável. Nesse contexto, a troponina é a estrela do diagnóstico, pois é a melhor biomarcadora para identificar lesão miocárdica.

    Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a conduta recomendada para esses casos é fazer a dosagem da troponina ultrassensível (que é mais precisa e detecta menores níveis de lesão) no momento da admissão e repetir idealmente em 1 hora, podendo ser até 2 horas após, para avaliar a evolução dos níveis e confirmar ou descartar o infarto rapidamente. Isso está alinhado com os protocolos acelerados para triagem eficiente.

    Portanto, pedir apenas CK-MB, como diz a alternativa a), está ultrapassado, pois a troponina é mais sensível e específica. Também não se pode descartar o infarto logo após a primeira troponina normal, pois o teste pode estar no início da lesão e os valores só mudam após um tempo, então a alternativa c) está incorreta. Já solicitar mioglobina e LDH rotineiramente não é indicado, pois traz pouca sensibilidade extra e pode confundir o diagnóstico pela baixa especificidade desses marcadores (alternativa d)).

    A alternativa correta, que reflete as Diretrizes atuais, é a b): repetir a dosagem da troponina ultrassensível em 1 hora (até 2 horas) para confirmar o diagnóstico.
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