Um homem de 59 anos, internado em UTI por sepse de origem pulmonar, recebeu a...

Um homem de 59 anos, internado em UTI por sepse de origem pulmonar, recebeu antibioticoterapia empírica de amplo espectro (meropenem + vancomicina). Após 72 horas, apresenta melhora clínica, estabi...


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Um homem de 59 anos, internado em UTI por sepse de origem pulmonar, recebeu antibioticoterapia empírica de amplo espectro (meropenem + vancomicina). Após 72 horas, apresenta melhora clínica, estabilização hemodinâmica, queda progressiva de lactato e redução da necessidade de vasopressores. Os exames laboratoriais mostram procalcitonina emqueda significativa.As culturas colhidas na admissão isolaram Klebsiella pneumoniae sensível a ceftriaxona, sem evidência de infecção por MRSA. Com base nas recomendações atuais de uso racional de antimicrobianos (stewardship), a conduta mais adequada neste momento é:
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    12/10/2026 • 02:01
    Vamos conversar sobre um tema muito importante para quem atua na área da saúde: o uso racional de antibióticos, ou o chamado 'antimicrobial stewardship'. Quando um paciente está em uma UTI com uma infecção grave, como sepse, é comum iniciar um tratamento com antibióticos de amplo espectro para tentar cobrir todos os possíveis microrganismos até esclarecer o agente causador. No entanto, isso não deve ser para sempre. Quando as culturas chegam, mostrando o organismo específico e sua sensibilidade, é fundamental ajustar o tratamento para um antibiótico mais específico, que seja eficaz e, de preferência, menos agressivo ou caro. Isso ajuda a evitar resistência bacteriana e efeitos colaterais.

    No caso da questão, o paciente melhorou bastante, com estabilização e queda dos marcadores de infecção, além da cultura mostrando que a bactéria é sensível à ceftriaxona, um antibiótico mais simples e específico. Também não há presença de MRSA, então não há necessidade de manter a vancomicina, que é usada para tratar essas bactérias resistentes.

    Assim, a conduta correta aqui é a desescalada: substituir os antibióticos de amplo espectro por ceftriaxona, monitorando o progresso clínico e laboratorial do paciente para garantir que a resposta continue boa. Manter o esquema inicial por 14 dias seria um exagero, aumentar o risco de resistência e efeitos adversos. Suspender imediatamente todos os antibióticos também não é indicado, porque o paciente ainda está em tratamento. Trocar para outro carbapenêmico de menor potência como rotação não faz sentido porque a ceftriaxona é eficaz e mais adequada.

    Portanto, o melhor procedimento é ajustar o tratamento para ceftriaxona, mantendo a monitoração do paciente.
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