Um homem de 58 anos, hipertenso e diabético, foi internado em UTI após choque...

Um homem de 58 anos, hipertenso e diabético, foi internado em UTI após choque séptico de origem pulmonar. Evolui, no 3º dia de internação, com oligúria (200 mL/24h), creatinina sérica que passou de...


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Um homem de 58 anos, hipertenso e diabético, foi internado em UTI após choque séptico de origem pulmonar. Evolui, no 3º dia de internação, com oligúria (200 mL/24h), creatinina sérica que passou de 1,1 mg/dL para 3,0 mg/dL e ureia de 150 mg/ dL. Ao exame físico, apresenta estertores crepitantes difusos e edema periférico importante. Com base no diagnóstico feito, das condutas abaixo, a mais adequada neste momento é:
Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    12/10/2026 • 02:01
    Vamos analisar esse caso sob a perspectiva da insuficiência renal aguda em um paciente crítico. O paciente apresenta oligúria (urina muito baixa), elevação significativa da creatinina e ureia, além de sinais claros de sobrecarga de volume, como edema periférico e estertores crepitantes no pulmão, o que indica que o rim não está filtrando bem e o líquido está acumulado no corpo.

    A oligúria associada à alteração da função renal, com creatinina aumentando de 1,1 para 3,0 mg/dL, e os sintomas de sobrecarga volêmica, são indicativos de que o rim está falhando e o paciente pode estar evoluindo para uma insuficiência renal aguda grave. Nessas situações, quando o paciente apresenta sobrecarga de volume importante, que pode piorar a função respiratória e não responde apenas ao manejo clínico, a terapia renal substitutiva (diálise) é indicada para remover o excesso de líquido e os resíduos que ficaram retidos.

    A opção de aumentar a oferta hídrica sem avaliação do balanço hídrico pode piorar a sobrecarga de volume, já que o rim está com função comprometida. Reduzir antibióticos indiscriminadamente não é indicado, pois pode comprometer o tratamento da infecção, a menos que haja toxicidade comprovada ou necessidade de ajuste de dose. Apenas observar a função renal sem agir pode atrasar o tratamento e piorar o prognóstico. Portanto, a conduta mais correta é iniciar a terapia renal substitutiva para controle da sobrecarga volêmica e da insuficiência renal.

    Gabarito: a
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