Homem, 54 anos, com antecedente de tuberculose tratada há 20 anos, refere ede...

Homem, 54 anos, com antecedente de tuberculose tratada há 20 anos, refere edema progressivo de membros inferiores, aumento do volume abdominal e fadiga aos esforços habituais há 8 meses. Nega ortop...


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Homem, 54 anos, com antecedente de tuberculose tratada há 20 anos, refere edema progressivo de membros inferiores, aumento do volume abdominal e fadiga aos esforços habituais há 8 meses. Nega ortopneia importante. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 108 x 68 mmHg, frequência cardíaca de 88 bpm, turgência jugular a 45º, fígado palpável a 5 cm do rebordo costal direito, ascite moderada e edema bilateral de membros inferiores. À ausculta cardíaca, as bulhas são hipofonéticas, sem sopros significativos. Durante a inspiração, observa-se aumento paradoxal da turgência jugular.

Considerando esse contexto clínico e propedêutico, o achado adicional mais compatível é:
Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    11/10/2026 • 19:01
    Vamos analisar o caso. Temos um homem de 54 anos com história prévia de tuberculose e que apresenta quadro progressivo de edema de membros inferiores, aumento do volume abdominal, ascite e fígado aumentados, além de turgência jugular aumentada com fenômeno de aumento paradoxal durante a inspiração. Esses sinais indicam congestão venosa sistêmica, sugerindo uma insuficiência cardíaca de caráter restritivo ou uma doença pericárdica.

    O pressuposto a ser levado em conta é o aumento paradoxal da turgência jugular, conhecido como sinal de Kussmaul, que é típico de doenças constritivas do pericárdio ou insuficiência do ventrículo direito por qualquer causa que prejudique o enchimento durante a inspiração.

    Agora, analisando as alternativas:
    a) Sopro holossistólico apical irradiado para axila com terceira bulha sugere insuficiência mitral, que não parece compatível com o quadro descrito.
    b) Desdobramento fixo da segunda bulha com impulso paraesternal direito é típico de hipertensão pulmonar e doença pulmonar que levam a sobrecarga do ventrículo direito, mas o desdobramento fixo remete mais a comunicação interventricular ou defeitos do septo atrial, não necessariamente com aumento paradoxal da turgência jugular.
    c) Estalido protodiastólico de alta frequência audível após a segunda bulha é característico de pericardite constritiva, que é totalmente compatível com o quadro clínico.
    d) Redução inspiratória da pressão venosa jugular não está alinhada com o sinal de Kussmaul que é aumento paradoxal; portanto, essa alternativa está incorreta.
    e) Pulso carotídeo de baixa amplitude e ascensão lentificada é típico de estenose aórtica, que não casa com esse conjunto de sinais.

    Portanto, o achado adicional mais compatível com esse quadro clínico sugestivo de pericardite constritiva é o estalido protodiastólico, alternativa c.
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