Camila Duarte
EQUIPE
11/10/2026 • 19:01
Vamos analisar o caso. Temos um homem de 54 anos com história prévia de tuberculose e que apresenta quadro progressivo de edema de membros inferiores, aumento do volume abdominal, ascite e fígado aumentados, além de turgência jugular aumentada com fenômeno de aumento paradoxal durante a inspiração. Esses sinais indicam congestão venosa sistêmica, sugerindo uma insuficiência cardíaca de caráter restritivo ou uma doença pericárdica.
O pressuposto a ser levado em conta é o aumento paradoxal da turgência jugular, conhecido como sinal de Kussmaul, que é típico de doenças constritivas do pericárdio ou insuficiência do ventrículo direito por qualquer causa que prejudique o enchimento durante a inspiração.
Agora, analisando as alternativas:
a) Sopro holossistólico apical irradiado para axila com terceira bulha sugere insuficiência mitral, que não parece compatível com o quadro descrito.
b) Desdobramento fixo da segunda bulha com impulso paraesternal direito é típico de hipertensão pulmonar e doença pulmonar que levam a sobrecarga do ventrículo direito, mas o desdobramento fixo remete mais a comunicação interventricular ou defeitos do septo atrial, não necessariamente com aumento paradoxal da turgência jugular.
c) Estalido protodiastólico de alta frequência audível após a segunda bulha é característico de pericardite constritiva, que é totalmente compatível com o quadro clínico.
d) Redução inspiratória da pressão venosa jugular não está alinhada com o sinal de Kussmaul que é aumento paradoxal; portanto, essa alternativa está incorreta.
e) Pulso carotídeo de baixa amplitude e ascensão lentificada é típico de estenose aórtica, que não casa com esse conjunto de sinais.
Portanto, o achado adicional mais compatível com esse quadro clínico sugestivo de pericardite constritiva é o estalido protodiastólico, alternativa c.
O pressuposto a ser levado em conta é o aumento paradoxal da turgência jugular, conhecido como sinal de Kussmaul, que é típico de doenças constritivas do pericárdio ou insuficiência do ventrículo direito por qualquer causa que prejudique o enchimento durante a inspiração.
Agora, analisando as alternativas:
a) Sopro holossistólico apical irradiado para axila com terceira bulha sugere insuficiência mitral, que não parece compatível com o quadro descrito.
b) Desdobramento fixo da segunda bulha com impulso paraesternal direito é típico de hipertensão pulmonar e doença pulmonar que levam a sobrecarga do ventrículo direito, mas o desdobramento fixo remete mais a comunicação interventricular ou defeitos do septo atrial, não necessariamente com aumento paradoxal da turgência jugular.
c) Estalido protodiastólico de alta frequência audível após a segunda bulha é característico de pericardite constritiva, que é totalmente compatível com o quadro clínico.
d) Redução inspiratória da pressão venosa jugular não está alinhada com o sinal de Kussmaul que é aumento paradoxal; portanto, essa alternativa está incorreta.
e) Pulso carotídeo de baixa amplitude e ascensão lentificada é típico de estenose aórtica, que não casa com esse conjunto de sinais.
Portanto, o achado adicional mais compatível com esse quadro clínico sugestivo de pericardite constritiva é o estalido protodiastólico, alternativa c.