Matheus Fernandes
EQUIPE
11/10/2026 • 19:01
Essa questão aborda a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e a conduta terapêutica para o paciente em estabilidade clínica, mas com baixa fração de ejeção do ventrículo esquerdo (31%), que indica disfunção significativa.
O tratamento da ICFEr tem como pilares os medicamentos que demonstraram redução de mortalidade e hospitalizações: inibidores do sistema renina-angiotensina (IECA, BRA ou ARNI), betabloqueadores, antagonistas do receptor mineralocorticoide (ARM) e inibidores de SGLT2. A combinação adequada dessas classes gera benefício robusto na melhora do prognóstico.
O paciente já faz uso de enalapril (IECA), carvedilol (betabloqueador), furosemida (diurético) e ácido acetilsalicílico. A furosemida é importante para controle de congestão, mas não melhora prognóstico nem reduz mortalidade, sendo usada para sintomas.
Analisar as alternativas:
a) Dobrar furosemida sem sinais de congestão e sem otimizar drogas modificadoras de prognóstico não é o ideal, pois diuréticos não reduzem mortalidade.
b) Associar antagonista do receptor mineralocorticoide (ex. espironolactona) e inibidor de SGLT2 (ex. dapagliflozina) é recomendado na ICFEr para redução de mortalidade e hospitalizações. A reavaliação do IECA para possível troca por sacubitril/valsartana (ARNI) também é considerada, mas não obrigatória imediatamente.
c) Substituir betabloqueador por diltiazem é incorreto, pois diltiazem não tem papel na ICFEr e pode piorar função ventricular.
d) Digoxina não reduz mortalidade, sua indicação é para sintomas persistentes e controle de frequência em fibrilação atrial, não primeira linha para reduzir mortalidade.
e) Suspender enalapril não é indicado, pois IECA melhora sobrevida e pode ser mantido mesmo com pressão arterial um pouco baixa desde que tolerado.
Portanto, a conduta com maior potencial de redução de mortalidade e internações no momento é a associação do antagonista do receptor mineralocorticoide e inibidor de SGLT2, com reavaliação para troca do IECA por sacubitril/valsartana dependendo da resposta e tolerabilidade.
Gabarito: b
O tratamento da ICFEr tem como pilares os medicamentos que demonstraram redução de mortalidade e hospitalizações: inibidores do sistema renina-angiotensina (IECA, BRA ou ARNI), betabloqueadores, antagonistas do receptor mineralocorticoide (ARM) e inibidores de SGLT2. A combinação adequada dessas classes gera benefício robusto na melhora do prognóstico.
O paciente já faz uso de enalapril (IECA), carvedilol (betabloqueador), furosemida (diurético) e ácido acetilsalicílico. A furosemida é importante para controle de congestão, mas não melhora prognóstico nem reduz mortalidade, sendo usada para sintomas.
Analisar as alternativas:
a) Dobrar furosemida sem sinais de congestão e sem otimizar drogas modificadoras de prognóstico não é o ideal, pois diuréticos não reduzem mortalidade.
b) Associar antagonista do receptor mineralocorticoide (ex. espironolactona) e inibidor de SGLT2 (ex. dapagliflozina) é recomendado na ICFEr para redução de mortalidade e hospitalizações. A reavaliação do IECA para possível troca por sacubitril/valsartana (ARNI) também é considerada, mas não obrigatória imediatamente.
c) Substituir betabloqueador por diltiazem é incorreto, pois diltiazem não tem papel na ICFEr e pode piorar função ventricular.
d) Digoxina não reduz mortalidade, sua indicação é para sintomas persistentes e controle de frequência em fibrilação atrial, não primeira linha para reduzir mortalidade.
e) Suspender enalapril não é indicado, pois IECA melhora sobrevida e pode ser mantido mesmo com pressão arterial um pouco baixa desde que tolerado.
Portanto, a conduta com maior potencial de redução de mortalidade e internações no momento é a associação do antagonista do receptor mineralocorticoide e inibidor de SGLT2, com reavaliação para troca do IECA por sacubitril/valsartana dependendo da resposta e tolerabilidade.
Gabarito: b