Homem, 66 anos, com miocardiopatia isquêmica, infarto do miocárdio prévio há ...

Homem, 66 anos, com miocardiopatia isquêmica, infarto do miocárdio prévio há 4 anos e angioplastia há 3 anos, encontra-se em seguimento ambulatorial por insuficiência cardíaca. Permanece com dispne...


publicidade
Homem, 66 anos, com miocardiopatia isquêmica, infarto do miocárdio prévio há 4 anos e angioplastia há 3 anos, encontra-se em seguimento ambulatorial por insuficiência cardíaca. Permanece com dispneia aos esforços habituais, apesar de uso regular de sacubitril/valsartana, carvedilol, espironolactona, dapagliflozina e diurético de alça em dose estável. Encontra-se em ritmo sinusal, pressão arterial de 108 x 66 mmHg, sem congestão ao exame físico. O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 28%. O eletrocardiograma revela bloqueio de ramo esquerdo com QRS de 165 ms.

Nesse cenário, a estratégia adicional com maior probabilidade de melhorar sintomas e reduzir hospitalizações por insuficiência cardíaca é:
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    11/10/2026 • 19:01
    Vamos conversar sobre insuficiência cardíaca e as terapias que podem ajudar pacientes com essa condição. Aqui temos um paciente com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida (28%), além de bloqueio de ramo esquerdo com QRS prolongado (165 ms). Isso é importante porque a duração e o padrão do QRS indicam desincronização ventricular.

    A terapia de ressincronização cardíaca (TRC) é indicada exatamente nesses casos, para melhorar a sincronia do coração e, assim, melhorar sintomas, qualidade de vida e reduzir hospitalizações e mortalidade. Quando há indicação de TRC e risco de arritmias ventriculares, o aparelho pode vir com desfibrilador incorporado (TRC-D).

    Vamos às alternativas: a revascularização prévia não elimina o benefício da TRC, então alternativa (a) está errada. O marcapasso convencional bicameral não corrige a desincronização do ventrículo esquerdo, portanto (b) também não é a melhor escolha. A introdução de ivabradina isoladamente, sem considerar a frequência cardíaca (que deve estar acima de 70 bpm) e sem resolver a desincronização, não é a opção mais eficaz (d). A ablação de nó atrioventricular seguida de estímulo ventricular direito piora a contratilidade por aumentar a desincronização, logo (e) não é recomendada.

    Assim, o melhor caminho é a terapia de ressincronização, associada a desfibrilador se possível, correspondendo à letra (c).
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.