Evanildo Bechara (2019) explica que “Muitos adjetivos, permanecendo imóveis n...

Evanildo Bechara (2019) explica que “Muitos adjetivos, permanecendo imóveis na sua flexão de gênero e número, podem passar a funcionar como advérbio”. O fato gramatical exposto é comprovado com o t...


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O Brasil está envelhecendo, mas ainda não sabe onde vai morar


O Brasil está envelhecendo – e rápido. Em poucas décadas, o País deixou de ser majoritariamente jovem para ingressar numa transição demográfica profunda, que redefine não apenas políticas públicas, mas também a forma como pensamos cidades, moradia e qualidade de vida. Segundo dados do IBGE, atualmente a população entre 60 e 69 anos representa cerca de 16% dos brasileiros (mais de 31 milhões de pessoas). As projeções são ainda mais contundentes: em 2060, o Brasil deverá somar 73,4 milhões de idosos, com crescimento acelerado sobretudo entre aqueles acima dos 90 anos.

Esse novo desenho etário impõe desafios estruturais. Afinal, não se trata apenas de viver mais, mas de como viver melhor. O envelhecimento da população exige respostas que vão além da saúde e da previdência: passam necessariamente pela moradia. É nesse ponto que surge um debate ainda pouco amadurecido no Brasil, mas central no mundo desenvolvido: o da moradia pensada para o envelhecimento ativo.

Isso porque envelhecer com dignidade não é apenas um conceito abstrato. É um direito. De um lado, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o direito à moradia digna como um direito humano fundamental e estabelece princípios específicos para as pessoas idosas, baseados em independência, participação social, cuidado, autorrealização e dignidade.

De outro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça esse olhar por meio do programa Cidades Amigas do Idoso, que propõe lares e ambientes adaptados às necessidades físicas, sociais e emocionais da população idosa. Ou seja, a premissa é clara: envelhecer não deve significar isolamento, perda de autonomia ou exclusão da vida comunitária.


(Caio Calfat. Em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/espaco-aberto/o-brasil-esta-envelhecendo-masainda-nao-sabe-onde-vai-morar/, 16.03.2026. Adaptado)
Evanildo Bechara (2019) explica que “Muitos adjetivos, permanecendo imóveis na sua flexão de gênero e número, podem passar a funcionar como advérbio”. O fato gramatical exposto é comprovado com o termo destacado em:
Analisando...
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    11/10/2026 • 19:01
    Esta questão trata de um fenômeno interessante da língua portuguesa em que alguns adjetivos, quando usados de uma certa maneira, funcionam como advérbios. Isso ocorre principalmente quando o adjetivo perde a flexão de gênero e número e passa a modificar um verbo, um adjetivo ou outro advérbio, indicando modo, intensidade, tempo, lugar, etc.

    Por exemplo, na frase 'O Brasil está envelhecendo – e rápido.', o termo 'rápido' é um adjetivo que, embora geralmente qualifique um substantivo, aqui está qualificando o verbo 'está envelhecendo'. Como ele não sofre flexão e modifica um verbo, ele está funcionando como um advérbio de modo.

    Analisando as alternativas:
    a) 'profunda' qualifica 'transição' (substantivo), funcionando rigorosamente como adjetivo.
    b) 'novo' qualifica 'desenho' (substantivo), também como adjetivo.
    c) 'rápido' está qualificando o verbo 'está envelhecendo', funcionando como advérbio.
    d) 'ativo' qualifica 'envelhecimento' (substantivo), é adjetivo.
    e) 'necessariamente' é um advérbio genuíno, não um adjetivo funcionando como advérbio.

    Assim, a única alternativa que mostra um adjetivo funcionando como advérbio é a letra c.

    Gabarito: c
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