Menina de 4 anos de idade é atendida na Unidade Básica de Saúde com tosse e d...

Menina de 4 anos de idade é atendida na Unidade Básica de Saúde com tosse e dificuldade para respirar. Apresenta FR: 28 mrm; FC: 104 bpm e saturação O2 de 95%. Na ausculta pulmonar, tem...


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Menina de 4 anos de idade é atendida na Unidade Básica de Saúde com tosse e dificuldade para respirar. Apresenta FR: 28 mrm; FC: 104 bpm e saturação O2 de 95%. Na ausculta pulmonar, tem roncos e sibilos difusos. Foi medicada com salbutamol inalatório e inalação com soro fisiológico 0,9%. No atendimento anterior, queixava-se de dor abdominal e tinha fígado palpável a 4 cm do RCD e baço a 3 cm do RCE. Foi realizado hemograma, ferritina e transaminases. Nos resultados, há anemia hipocrômica e microcítica, baixo estoque de ferro e, no leucograma, 12.500 leucócitos/mm3 , com 22% de eosinófilos. Reside em área de ruas de terra, sem saneamento e água tratada.

O diagnóstico mais provável e o tratamento indicado, respectivamente, são
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    11/10/2026 • 17:01
    Vamos analisar essa questão com atenção. O caso é de uma menina com 4 anos que apresenta sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, sibilos, roncos) e exames que mostram anemia hipocrômica e microcítica, baixo estoque de ferro, e um aumento significativo de eosinófilos no sangue (22%), o que sugere uma resposta alérgica ou parasitária. Além disso, o exame físico demonstra aumento do fígado e do baço, e a criança vive em condições sanitárias ruins, o que favorece infecções parasitárias.

    A presença de eosinofilia importante e sintomas respiratórios, junto com hepatomegalia e esplenomegalia, leva a suspeitar de uma parasitose provocada por helmintos que têm fase pulmonar e provocam resposta alérgica. Toxocaríase, infecção por larvas Toxocara canis, encaixa nessa descrição: tosse, sibilos, eosinofilia elevada e aumento de fígado e baço (síndrome da larva migrans visceral), comum em áreas com más condições sanitárias.

    O tratamento padrão para toxocaríase é com albendazol, que combate os helmintos larvais que provocam essa síndrome.

    As outras opções não se encaixam muito bem: estrongiloidíase também é parasitária, mas normalmente não provoca esse quadro respiratório agudo com eosinofilia tão alta; toxoplasmose não causa eosinofilia e geralmente não tem essa apresentação; teníase costuma ser assintomática ou com sintomas abdominais, não respiratórios e não tem aumento de eosinófilos tão elevado; amebíase não gera eosinofilia e nem sintomas respiratórios.

    Portanto, o diagnóstico mais provável é toxocaríase, e o tratamento é albendazol.
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