David Castilho
EQUIPE
24/09/2026 • 11:02
Essa questão aborda os cuidados necessários em pacientes que receberam radioterapia para carcinoma espinocelular de língua, especificamente no contexto de procedimentos cirúrgicos ou odontológicos. Quando um paciente recebeu radioterapia na região da cabeça e pescoço, principalmente com doses elevadas, como 60 Gy, há um risco aumentado para complicações, como a osteorradionecrose (ORN), que é a morte do osso causada pela radiação, dificultando a cicatrização após procedimentos invasivos.
Vamos analisar cada alternativa:
a) Afirma que pacientes com doses acima de 50 Gy não devem ser submetidos a procedimentos invasivos. Isso é muito rígido, pois embora o risco aumente, procedimentos podem ser feitos com cuidados específicos, como cirurgia minimamente invasiva, protocolo profilático, e monitoramento rigoroso.
b) Sugere antibióticos por 15 dias antes da cirurgia. Não é prática padrão usar antibióticos por tanto tempo preventiva e rotineiramente antes de cirurgias nesses casos, pois isso pode levar a resistência bacteriana sem benefícios claros.
c) Diz que para osteorradionecrose, sessões de oxigenoterapia hiperbárica (OHT) devem ser realizadas, entre 20 a 30 antes do procedimento e 10 depois. A oxigenoterapia hiperbárica é usada para melhorar a oxigenação e ajudar na cicatrização em casos de ORN. O protocolo geralmente envolve esse número aproximado de sessões e é a terapia de suporte reconhecida para osteorradionecrose.
d) Afirma que a ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha para ORN. Na verdade, o manejo inicial da ORN pode ser conservador com medicações, OHT e somente em casos graves procede-se à cirurgia.
e) Diz que deve-se postergar procedimentos invasivos por 18 meses após radioterapia. O ideal é esperar ao menos 6 meses, pois o risco diminui com o tempo, mas não é uma regra rígida de 18 meses e sim uma avaliação caso a caso.
Portanto, a alternativa que condiz com o protocolo para abordagem da osteorradionecrose em pacientes com história de radioterapia é a alternativa c).
Vamos analisar cada alternativa:
a) Afirma que pacientes com doses acima de 50 Gy não devem ser submetidos a procedimentos invasivos. Isso é muito rígido, pois embora o risco aumente, procedimentos podem ser feitos com cuidados específicos, como cirurgia minimamente invasiva, protocolo profilático, e monitoramento rigoroso.
b) Sugere antibióticos por 15 dias antes da cirurgia. Não é prática padrão usar antibióticos por tanto tempo preventiva e rotineiramente antes de cirurgias nesses casos, pois isso pode levar a resistência bacteriana sem benefícios claros.
c) Diz que para osteorradionecrose, sessões de oxigenoterapia hiperbárica (OHT) devem ser realizadas, entre 20 a 30 antes do procedimento e 10 depois. A oxigenoterapia hiperbárica é usada para melhorar a oxigenação e ajudar na cicatrização em casos de ORN. O protocolo geralmente envolve esse número aproximado de sessões e é a terapia de suporte reconhecida para osteorradionecrose.
d) Afirma que a ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha para ORN. Na verdade, o manejo inicial da ORN pode ser conservador com medicações, OHT e somente em casos graves procede-se à cirurgia.
e) Diz que deve-se postergar procedimentos invasivos por 18 meses após radioterapia. O ideal é esperar ao menos 6 meses, pois o risco diminui com o tempo, mas não é uma regra rígida de 18 meses e sim uma avaliação caso a caso.
Portanto, a alternativa que condiz com o protocolo para abordagem da osteorradionecrose em pacientes com história de radioterapia é a alternativa c).