David Castilho
EQUIPE
25/09/2026 • 09:01
Vamos analisar essa questão que traz um trecho do conto "Cem anos de perdão", da Clarice Lispector, para entender como a narradora justifica os roubos que cometia. Esse texto fala sobre a infância da narradora, que roubava rosas e pitangas dos jardins e se justificava com uma certa inocência e até uma visão particular das coisas roubadas.
Primeiramente, o tema principal aqui é a justificativa dos atos da personagem. Ela afirma "Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão." Isso indica que ela usa uma espécie de argumento moral para justificar o roubo, considerando que esses itens (rosas e pitangas) pedem para serem colhidos, ou seja, não os vê como algo propriamente errado ou condenável.
Vamos analisar as alternativas:
Opção a) "No fato de ser uma criança." - Embora a narradora seja criança, não é esse fato que utilizou para justificar os roubos diretamente no texto.
Opção b) "No tipo de elemento roubado." - Sim, a narradora justifica o roubo justamente pelo tipo de coisa que roubava, dizendo que 'ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão' e que as pitangas são frutos que "pedem para ser colhidos". Portanto, ela argumenta que o objeto do roubo torna o ato aceitável.
Opção c) "Na sensação de prazer ao possuir a rosa." - A narradora de fato sente prazer, mas esse não é o argumento usado para justificar o roubo; é mais a motivação para o ato.
Opção d) "Na cumplicidade entre amigas de infância." - A amiga vigia, mas não é uma justificativa para o roubo.
Logo, a alternativa que corresponde ao argumento dado pela narradora para justificar os roubos é a opção b, pois o texto é claro quanto ao motivo baseado no tipo de elemento roubado e a percepção dela sobre esse roubo ser perdoável.
Gabarito: b
Primeiramente, o tema principal aqui é a justificativa dos atos da personagem. Ela afirma "Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão." Isso indica que ela usa uma espécie de argumento moral para justificar o roubo, considerando que esses itens (rosas e pitangas) pedem para serem colhidos, ou seja, não os vê como algo propriamente errado ou condenável.
Vamos analisar as alternativas:
Opção a) "No fato de ser uma criança." - Embora a narradora seja criança, não é esse fato que utilizou para justificar os roubos diretamente no texto.
Opção b) "No tipo de elemento roubado." - Sim, a narradora justifica o roubo justamente pelo tipo de coisa que roubava, dizendo que 'ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão' e que as pitangas são frutos que "pedem para ser colhidos". Portanto, ela argumenta que o objeto do roubo torna o ato aceitável.
Opção c) "Na sensação de prazer ao possuir a rosa." - A narradora de fato sente prazer, mas esse não é o argumento usado para justificar o roubo; é mais a motivação para o ato.
Opção d) "Na cumplicidade entre amigas de infância." - A amiga vigia, mas não é uma justificativa para o roubo.
Logo, a alternativa que corresponde ao argumento dado pela narradora para justificar os roubos é a opção b, pois o texto é claro quanto ao motivo baseado no tipo de elemento roubado e a percepção dela sobre esse roubo ser perdoável.
Gabarito: b