David Castilho
EQUIPE
24/09/2026 • 21:01
Vamos falar sobre apropriação cultural, que é um tema bastante discutido e bem complexo. A questão envolve entender a diferença entre apropriação e intercâmbio cultural, além de saber que a apropriação acontece num contexto de desigualdade e hierarquias sociais.
No texto que acompanhou a questão, a autora Djamilia Ribeiro afirma claramente que a apropriação cultural está ligada a um problema estrutural e sistêmico, e não à simples ação individual. Ela explica que quando símbolos e elementos culturais de um grupo historicamente marginalizado são usados por outro grupo — geralmente dominante — sem respeito e reconhecimento, ocorre a apropriação. Exemplos dados incluem a criminalização do samba e depois sua mercantilização com a ascensão de representantes brancos desse gênero, e também o uso cínico de símbolos culturais em situações que excluem os verdadeiros produtores da cultura.
Na questão, as alternativas mostram casos diferentes, e a autora deixa claro que algumas atitudes são problemáticas porque configuram apropriação cultural, como usar modelos brancas representando Iemanjá ou utilizar o branco como rosto do samba para fins de lucro. Já o compartilhamento de frases de escritores negros no Twitter por pessoas brancas não é citado como apropriação cultural, pois isso corresponde a uma troca de ideias e visibilidade, não ao uso comercial ou à descontextualização da cultura.
Portanto, a alternativa que NÃO configura apropriação cultural, conforme o texto, é o compartilhamento dessas frases no Twitter. Isso é mais uma forma de divulgação ou intercâmbio cultural, e não uma apropriação que desrespeita e invisibiliza os criadores da cultura.
Gabarito: letra c.
No texto que acompanhou a questão, a autora Djamilia Ribeiro afirma claramente que a apropriação cultural está ligada a um problema estrutural e sistêmico, e não à simples ação individual. Ela explica que quando símbolos e elementos culturais de um grupo historicamente marginalizado são usados por outro grupo — geralmente dominante — sem respeito e reconhecimento, ocorre a apropriação. Exemplos dados incluem a criminalização do samba e depois sua mercantilização com a ascensão de representantes brancos desse gênero, e também o uso cínico de símbolos culturais em situações que excluem os verdadeiros produtores da cultura.
Na questão, as alternativas mostram casos diferentes, e a autora deixa claro que algumas atitudes são problemáticas porque configuram apropriação cultural, como usar modelos brancas representando Iemanjá ou utilizar o branco como rosto do samba para fins de lucro. Já o compartilhamento de frases de escritores negros no Twitter por pessoas brancas não é citado como apropriação cultural, pois isso corresponde a uma troca de ideias e visibilidade, não ao uso comercial ou à descontextualização da cultura.
Portanto, a alternativa que NÃO configura apropriação cultural, conforme o texto, é o compartilhamento dessas frases no Twitter. Isso é mais uma forma de divulgação ou intercâmbio cultural, e não uma apropriação que desrespeita e invisibiliza os criadores da cultura.
Gabarito: letra c.