Marcos de Castro
EQUIPE
02/10/2026 • 08:02
Nesta questão, estamos diante de um paciente com cirrose hepática grave que apresenta sinais clássicos de encefalopatia hepática, como agitação, confusão mental, agressividade, ataxia e flapping (também conhecido como asterix), que é um tremor característico. A encefalopatia hepática ocorre devido ao acúmulo de toxinas, principalmente amônia, no sistema nervoso central por falha hepática.
O tratamento dessa condição costuma envolver a redução da produção e absorção de amônia no intestino, para isso o uso da lactulose é fundamental. A lactulose é um laxante osmótico que ajuda a acidificar o conteúdo intestinal, promovendo a conversão da amônia em amônio, que é menos absorvível, e também facilitando a evacuação, o que é crucial neste paciente que está há três dias sem evacuar.
A dosagem padrão recomendada para tratar encefalopatia hepática é de lactulose de 20 a 30 mL via oral a cada 8 horas, ajustando-se para produzir de duas a três evacuações diárias. Aquela dose muito alta, como 40 mL, pode causar desconforto e não é ideal como dose inicial.
Quanto aos antibióticos, a rifaximina é uma opção utilizada como adjuvante no tratamento da encefalopatia hepática, especialmente na prevenção de recorrências, mas o primeiro passo é o uso da lactulose. A neomicina também já foi utilizada, mas é menos recomendada atualmente devido aos seus efeitos colaterais e menor tolerabilidade.
O uso de enema de glicerina pode ser considerado para evacuação rápida, mas não é a base do tratamento da encefalopatia hepática em si.
Portanto, a alternativa mais correta é a letra a), contendo lactulose 40 mL de 8/8 horas por via oral, pois a lactulose é o tratamento inicial indicado para o quadro descrito, apesar de a dose ser um pouco alta, é o mais próximo do tratamento padrão comparado às outras opções dadas.
O tratamento dessa condição costuma envolver a redução da produção e absorção de amônia no intestino, para isso o uso da lactulose é fundamental. A lactulose é um laxante osmótico que ajuda a acidificar o conteúdo intestinal, promovendo a conversão da amônia em amônio, que é menos absorvível, e também facilitando a evacuação, o que é crucial neste paciente que está há três dias sem evacuar.
A dosagem padrão recomendada para tratar encefalopatia hepática é de lactulose de 20 a 30 mL via oral a cada 8 horas, ajustando-se para produzir de duas a três evacuações diárias. Aquela dose muito alta, como 40 mL, pode causar desconforto e não é ideal como dose inicial.
Quanto aos antibióticos, a rifaximina é uma opção utilizada como adjuvante no tratamento da encefalopatia hepática, especialmente na prevenção de recorrências, mas o primeiro passo é o uso da lactulose. A neomicina também já foi utilizada, mas é menos recomendada atualmente devido aos seus efeitos colaterais e menor tolerabilidade.
O uso de enema de glicerina pode ser considerado para evacuação rápida, mas não é a base do tratamento da encefalopatia hepática em si.
Portanto, a alternativa mais correta é a letra a), contendo lactulose 40 mL de 8/8 horas por via oral, pois a lactulose é o tratamento inicial indicado para o quadro descrito, apesar de a dose ser um pouco alta, é o mais próximo do tratamento padrão comparado às outras opções dadas.