Ingrid Nunes
EQUIPE
02/10/2026 • 08:02
Essa questão envolve o cuidado nutricional e a abordagem na presença de disfagia grave associada a risco alto de broncoaspiração em um paciente idoso, com insuficiência cardíaca avançada, declínio funcional e demência avançada.
O tema principal aqui é a condução correta da alimentação e suporte nutricional de um paciente com disfagia severa e risco de aspiração, que manifesta desejo de se alimentar pela via oral, mas que tem um quadro complexo, incluindo comprometimento na deglutição e estados clínicos graves.
Vamos analisar as alternativas:
a) Gastrostomia endoscópica para suporte nutricional pode ser indicada em alguns casos, mas em pacientes com demência avançada (FAST 6c, que é estágio avançado), estudos mostram que não traz benefícios claros e pode até aumentar complicações. Além disso, o paciente tem risco alto de complicações cirúrgicas devido à idade e condições clínicas.
b) Prescrição de sonda nasoentérica e nutrição enteral precoce também tem seus riscos, pois a colocação da sonda pode ser traumática e o risco de broncoaspiração pode persistir. Em demência avançada, essa prática deve ser cuidadosamente avaliada.
c) Jejum absoluto com hidratação parenteral não é adequado a longo prazo, pois não resolve a necessidade de alimentação e pode prejudicar o paciente, sendo uma conduta restritiva e não indicada só baseado no risco de aspiração.
d) Oferecer pequenas porções por via oral é uma abordagem paliativa alinhada ao cuidado centrado no conforto, respeitando o desejo do paciente, mesmo sabendo do risco, mas permitindo qualidade de vida, minimizando sofrimento e respeitando a autonomia.
Portanto, a conduta correta é a alternativa d), que consiste em oferecer pequenas porções por via oral, respeitando o desejo do paciente e equilibrando os riscos com o melhor conforto possível.
Gabarito: d
O tema principal aqui é a condução correta da alimentação e suporte nutricional de um paciente com disfagia severa e risco de aspiração, que manifesta desejo de se alimentar pela via oral, mas que tem um quadro complexo, incluindo comprometimento na deglutição e estados clínicos graves.
Vamos analisar as alternativas:
a) Gastrostomia endoscópica para suporte nutricional pode ser indicada em alguns casos, mas em pacientes com demência avançada (FAST 6c, que é estágio avançado), estudos mostram que não traz benefícios claros e pode até aumentar complicações. Além disso, o paciente tem risco alto de complicações cirúrgicas devido à idade e condições clínicas.
b) Prescrição de sonda nasoentérica e nutrição enteral precoce também tem seus riscos, pois a colocação da sonda pode ser traumática e o risco de broncoaspiração pode persistir. Em demência avançada, essa prática deve ser cuidadosamente avaliada.
c) Jejum absoluto com hidratação parenteral não é adequado a longo prazo, pois não resolve a necessidade de alimentação e pode prejudicar o paciente, sendo uma conduta restritiva e não indicada só baseado no risco de aspiração.
d) Oferecer pequenas porções por via oral é uma abordagem paliativa alinhada ao cuidado centrado no conforto, respeitando o desejo do paciente, mesmo sabendo do risco, mas permitindo qualidade de vida, minimizando sofrimento e respeitando a autonomia.
Portanto, a conduta correta é a alternativa d), que consiste em oferecer pequenas porções por via oral, respeitando o desejo do paciente e equilibrando os riscos com o melhor conforto possível.
Gabarito: d