Equipe Gabarite
EQUIPE
02/10/2026 • 07:01
Essa questão apresenta um quadro clínico clássico de pancreatite aguda, com dor abdominal intensa irradiando para o dorso, elevação da lipase, leucocitose, febre e sinais de possível gravidade, como taquicardia e taquipneia. A TC contrastada mostra realce anormal do parênquima pancreático, sugestivo de pancreatite, porém sem necrose ou coleções, o que é bom no sentido de ausência de complicações graves naquele momento.
É fundamental compreender que a lipase em 800 U/L já confirma o diagnóstico de pancreatite aguda, visto que valores maiores que três vezes o limite superior da normalidade são altamente sugestivos e amilase não é o exame ideal para confirmação nesse momento. Além disso, a ausência de cálculos na vesícula biliar na TC não exclui etiologias como litíase biliar microlitiásica, e o ultrassom pode ser importante para melhor avaliação etiológica.
Quanto à conduta comunicada para a família, é essencial passar informações claras, com tranquilidade, mas sem gerar falsas expectativas. A pancreatite pode evoluir com complicações, por isso o paciente precisa ser monitorado intensamente, preferencialmente em ambiente de terapia intensiva, especialmente considerando sinais de estado sistêmico alterado e disfunção renal inicial.
Analisando as alternativas: a) errado, porque o exame relevante já foi feito — a lipase, e a amilase ajuda pouco neste contexto; b) incorreto, pois afastar necrose na primeira TC não garante uma evolução sem complicações; c) não faz sentido oferecer ciprofibrato para hipertrigliceridemia emergencial sem confirmar a situação e porque a terapia da pancreatite hipertrigliceridêmica inicial é diferente; d) correta, pois admite a necessidade de investigação etiológica com ultrassom, reconhece a gravidade e indica a transferência para CTI, que é a conduta adequada para um paciente com sinais de severidade.
Portanto, o gabarito correto é a letra d.
É fundamental compreender que a lipase em 800 U/L já confirma o diagnóstico de pancreatite aguda, visto que valores maiores que três vezes o limite superior da normalidade são altamente sugestivos e amilase não é o exame ideal para confirmação nesse momento. Além disso, a ausência de cálculos na vesícula biliar na TC não exclui etiologias como litíase biliar microlitiásica, e o ultrassom pode ser importante para melhor avaliação etiológica.
Quanto à conduta comunicada para a família, é essencial passar informações claras, com tranquilidade, mas sem gerar falsas expectativas. A pancreatite pode evoluir com complicações, por isso o paciente precisa ser monitorado intensamente, preferencialmente em ambiente de terapia intensiva, especialmente considerando sinais de estado sistêmico alterado e disfunção renal inicial.
Analisando as alternativas: a) errado, porque o exame relevante já foi feito — a lipase, e a amilase ajuda pouco neste contexto; b) incorreto, pois afastar necrose na primeira TC não garante uma evolução sem complicações; c) não faz sentido oferecer ciprofibrato para hipertrigliceridemia emergencial sem confirmar a situação e porque a terapia da pancreatite hipertrigliceridêmica inicial é diferente; d) correta, pois admite a necessidade de investigação etiológica com ultrassom, reconhece a gravidade e indica a transferência para CTI, que é a conduta adequada para um paciente com sinais de severidade.
Portanto, o gabarito correto é a letra d.