Sobre o caso clínico do texto 1, durante o ato anestésico, uma interação farm...

Sobre o caso clínico do texto 1, durante o ato anestésico, uma interação farmacológica que deve ser temida e evitada, pelo risco de eventos imediatos adversos graves, se deve ao seguinte adjuvante:


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Utilize o texto I para responder à questão.


TEXTO I


Paciente do sexo masculino, de 58 anos, admitido para realização de colecistectomia videolaparoscópica. É portador de obesidade Grau I, (IMC=36), hipertensão arterial sistêmica, e depressão maior, em uso de Anlodipina 5mg/dia, Losartan 50mg/dia, Amitriptilina 75mg/dia e Rosuvastatina 20mg/dia. Em sua avaliação pré-operatória, apresenta uma história clínica de roncos noturnos, sonolência diurna e fadiga crônica. Capacidade funcional > 4 METS. Nega eventos cardiovasculares prévios ou histórico de AVC. Exame físico: circunferência cervical de 44 cm, exames laboratoriais revelando glicemia de jejum=114, hemoglobina glicada de 7,5, níveis de ureia, e creatinina discretamente elevados (Cr=1,4, Ur= 44), ECG= RSR, alterações de repolarização difusas e inespecíficas, prolongamento do intervalo Qt, FC: 88 bpm.

RSR= Ritmo cardíaco sinusal.

FC: frequência cardíaca.

BPM: batimentos por minutos.

AVC: acidente vascular cerebral.

MET: equivalente metabólico.
Sobre o caso clínico do texto 1, durante o ato anestésico, uma interação farmacológica que deve ser temida e evitada, pelo risco de eventos imediatos adversos graves, se deve ao seguinte adjuvante:
Analisando...
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  • Camila Duarte
    Camila Duarte EQUIPE
    02/10/2026 • 06:01
    Vamos entender o caso antes de analisar as opções. O paciente apresentado tem várias comorbidades importantes: obesidade grau I, hipertensão arterial sistêmica, além de fazer uso de Amitriptilina, um antidepressivo tricíclico, para depressão maior. Esse detalhe é essencial para responder à questão, pois a amitriptilina tem muitas interações medicamentosas, principalmente com certos medicamentos usados durante anestesia ou analgesia perioperatória.

    Durante o ato anestésico, vários fármacos podem ser administrados para controle da dor e náuseas, entre outros. A interação medicamentosa grave que se deve evitar especialmente neste paciente tem relação com o risco de prolongamento do intervalo QT e arritmias cardíacas, uma vez que o texto menciona que o ECG já apresenta prolongamento do intervalo QT, o que aumenta ainda mais o risco.

    Analisando as opções:
    a) Dexametasona: é um corticosteroide usado para controle de náuseas e inflamação, geralmente seguro, sem associação forte com prolongamento do QT.
    b) Cetorolaco: é um AINE que pode causar complicações renais, mas não tem efeito direto significativo sobre o intervalo QT.
    c) Dipirona: analgésico com perfil relativamente seguro para arritmia, embora possa causar outros efeitos, mas sem risco conhecido de agravar o QT.
    d) Droperidol: é um antiemético e sedativo que pode prolongar o intervalo QT e induzir arritmias ventriculares graves, como a torsade de pointes, especialmente perigoso em pacientes com QT já prolongado e uso de antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina), que também prolongam o QT.

    Portanto, o medicamento cujo uso deve ser temido imediatamente é o droperidol, devido ao risco de arritmia grave e eventos adversos cardíacos durante anestesia.

    O gabarito é a letra d.
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