Equipe Gabarite
EQUIPE
02/10/2026 • 04:01
Essa questão trata de um tema específico da urologia e da neurofisiologia, mais precisamente sobre a anejaculação em pacientes com lesão medular e a utilização da eletroejaculação como tratamento.
Primeiro, vamos entender o que é anejaculação: é a ausência de ejaculação durante o orgasmo, o que pode ocorrer em lesões medulares dependendo do local e da extensão da lesão. No nível T5, a medula espinhal está relativamente alta na coluna torácica, e isso pode afetar os reflexos necessários para a ejaculação.
A eletroejaculação é um procedimento usado para induzir a ejaculação através de estímulos elétricos na próstata e órgãos genitais internos. Contudo, em pacientes com lesão medular, há risco de complicações, em especial a hipertensão autonômica reflexa, uma emergência clínica que pode ser fatal.
Por isso, antes da eletroejaculação, é indicada terapia farmacológica para prevenir essa hipertensão, e dessa forma, medicamentos bloqueadores adrenérgicos ou vasodilatadores são usados. A nifedipina, que é um bloqueador dos canais de cálcio utilizado para tratar hipertensão, é uma escolha comum para proteger o paciente durante o procedimento, por reduzir a hipertensão e o risco de crises.
Vamos analisar as alternativas:
- Nifedipina (a) é um bloqueador dos canais de cálcio e indicado para prevenir hipertensão autonômica reflexa.
- Pseudoefedrina (b) é um simpatomimético que, ao contrário, pode aumentar a pressão arterial, não sendo indicada.
- Captopril (c) é um inibidor da ECA e pode tratar hipertensão, mas não é padrão na prevenção para esta situação.
- Diprofloxacina (d) é um antibiótico e não possui relevância nesse contexto.
Portanto, o tratamento antes da eletroejaculação para esse paciente deve incluir monitoramento rigoroso e terapia oral com nifedipina para prevenir crises hipertensivas.
Gabarito: letra a.
Primeiro, vamos entender o que é anejaculação: é a ausência de ejaculação durante o orgasmo, o que pode ocorrer em lesões medulares dependendo do local e da extensão da lesão. No nível T5, a medula espinhal está relativamente alta na coluna torácica, e isso pode afetar os reflexos necessários para a ejaculação.
A eletroejaculação é um procedimento usado para induzir a ejaculação através de estímulos elétricos na próstata e órgãos genitais internos. Contudo, em pacientes com lesão medular, há risco de complicações, em especial a hipertensão autonômica reflexa, uma emergência clínica que pode ser fatal.
Por isso, antes da eletroejaculação, é indicada terapia farmacológica para prevenir essa hipertensão, e dessa forma, medicamentos bloqueadores adrenérgicos ou vasodilatadores são usados. A nifedipina, que é um bloqueador dos canais de cálcio utilizado para tratar hipertensão, é uma escolha comum para proteger o paciente durante o procedimento, por reduzir a hipertensão e o risco de crises.
Vamos analisar as alternativas:
- Nifedipina (a) é um bloqueador dos canais de cálcio e indicado para prevenir hipertensão autonômica reflexa.
- Pseudoefedrina (b) é um simpatomimético que, ao contrário, pode aumentar a pressão arterial, não sendo indicada.
- Captopril (c) é um inibidor da ECA e pode tratar hipertensão, mas não é padrão na prevenção para esta situação.
- Diprofloxacina (d) é um antibiótico e não possui relevância nesse contexto.
Portanto, o tratamento antes da eletroejaculação para esse paciente deve incluir monitoramento rigoroso e terapia oral com nifedipina para prevenir crises hipertensivas.
Gabarito: letra a.