Homem de 32 anos, vítima de colisão moto–carro, é admitido com traumatismo cranioencefálico (TCE) grave,
hipotensão (PAM 55 mmHg), bradicardia (FC 48 bpm) e pupilas midriáticas não fotorreagentes. Após estabilização
inicial, mantém instabilidade hemodinâmica refratária à reposição volêmica e vasopressores em doses crescentes para
manutenção de níveis de pressão arterial média (PAM) em torno de 65 mmHg. O ecocardiograma mostra disfunção
ventricular leve, sem sinais de tamponamento, e a tomografia evidencia edema cerebral difuso.
A equipe considera choque neurogênico associado à lesão cervical e TCE. O paciente evolui para Glasgow 3T, sem
sedação e sem bloqueadores neuromusculares, sem reflexos de tronco encefálico. Diante da instabilidade
hemodinâmica persistente, é considerada a implantação de ECMO venoarterial (ECMO VA). A família ainda não foi
informada sobre a possibilidade de morte encefálica.
Com base na legislação brasileira vigente, na fisiopatologia do choque e nos princípios éticos aplicáveis, assinale a
alternativa correta.