Leia o texto a seguir:
O crescimento das áreas centrais de São Paulo representa um dos grandes desafios para os urbanistas. A
cidade se transforma numa bomba-relógio, com o crescimento de populações miseráveis que hoje ocupam os
logradouros públicos, instalando-se sob pontes, viadutos
e marquises; que se alojam em favelas e cortiços, disputando espaços quando estes são cada vez mais valorizados e destinados a edifícios inacessíveis a essa população. Para resolver o grave problema de moradia em São
Paulo e fugir das instituições financeiras, os trabalhadores sacrificaram-se para construir suas casas, fora dos
padrões técnicos legais, colocando-as em condições de
risco e insalubridade. Vítimas de operações encetadas
por empresas imobiliárias clandestinas, surgiram vários
trabalhadores que se viram sem o direito ao título de
propriedade devido à grilagem dos terrenos. A presença
de casas, quase sempre inacabadas, gerou na periferiaurbana uma paisagem onde as construções, apesar de
novas, aparecem como um cenário em ruínas.
(Francisco Capuano Scarlato, “População e urbanização brasileira”, em
Jurandyr L. Sanches Ross [org.], Geografia do Brasil. Adaptado)
O texto faz referência a um espaço que caracteriza a paisagem urbana da grande maioria do município de São
Paulo e da região metropolitana.
Trata-se do espaço