Paciente de 68 anos com glomerulonefrite crônica, em hemodiálise há 3 meses, ...

Paciente de 68 anos com glomerulonefrite crônica, em hemodiálise há 3 meses, ainda em ajuste de peso seco. Evoluindo com hipertensão arterial e grande ganho de peso interdialítico. Não apresenta ed...


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Paciente de 68 anos com glomerulonefrite crônica, em hemodiálise há 3 meses, ainda em ajuste de peso seco. Evoluindo com hipertensão arterial e grande ganho de peso interdialítico. Não apresenta edema de membros inferiores e ausculta pulmonar mostra somente roncos esparsos. Ecocardiograma mostra fração de ejeção baixa (42%). Em uso de 5 classes de drogas anti-hipertensivas. Faz uso de eritropoetina 10.000 UI, 3 x semana.

Para corrigir a pressão arterial nesse caso, a melhor conduta é
Analisando...
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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes EQUIPE
    01/10/2026 • 16:02
    Vamos falar de hipertensão em pacientes em hemodiálise, especialmente aqueles com glomerulonefrite crônica e fração de ejeção baixa. A pressão alta nesses pacientes é muitas vezes consequência do excesso de volume, além dos problemas cardíacos existentes. O ganho importante de peso interdialítico indica acúmulo de líquido, que deve ser removido para controlar a pressão arterial.

    Aumentar o volume de ultrafiltração pode ajudar, mas tem um limite de segurança (geralmente taxa máxima de 15 mL/kg/h), e passar disso pode causar instabilidade durante a sessão. Por isso, muitas vezes é melhor aumentar o tempo ou a frequência das sessões para melhorar a remoção gradual do excesso de líquido, levando a um ajuste mais adequado do peso seco. Isso ajuda a reduzir a hipertensão arterial associada ao volume, além de permitir um melhor ajuste dos medicamentos anti-hipertensivos.

    Aumentar a dose de eritropoetina não é prioritário para controle da pressão; a anemia pode influenciar, mas não é a principal causa aqui. Mudar a frequência dos medicamentos para melhorar adesão pode ajudar, mas não resolve o problema inicial que é o volume. Atenolol pode ser usado, mas a escolha do anti-hipertensivo deve ser individualizada e não é a prioridade neste caso.

    Portanto, a conduta mais indicada é aumentar o tempo da sessão ou a frequência, ou ambos, com o objetivo de reduzir adequadamente o peso seco do paciente e, consequentemente, melhorar o controle da pressão arterial, sempre com o ajuste dos medicamentos anti-hipertensivos conforme necessário.
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