Matheus Fernandes
EQUIPE
01/10/2026 • 16:02
Vamos falar de hipertensão em pacientes em hemodiálise, especialmente aqueles com glomerulonefrite crônica e fração de ejeção baixa. A pressão alta nesses pacientes é muitas vezes consequência do excesso de volume, além dos problemas cardíacos existentes. O ganho importante de peso interdialítico indica acúmulo de líquido, que deve ser removido para controlar a pressão arterial.
Aumentar o volume de ultrafiltração pode ajudar, mas tem um limite de segurança (geralmente taxa máxima de 15 mL/kg/h), e passar disso pode causar instabilidade durante a sessão. Por isso, muitas vezes é melhor aumentar o tempo ou a frequência das sessões para melhorar a remoção gradual do excesso de líquido, levando a um ajuste mais adequado do peso seco. Isso ajuda a reduzir a hipertensão arterial associada ao volume, além de permitir um melhor ajuste dos medicamentos anti-hipertensivos.
Aumentar a dose de eritropoetina não é prioritário para controle da pressão; a anemia pode influenciar, mas não é a principal causa aqui. Mudar a frequência dos medicamentos para melhorar adesão pode ajudar, mas não resolve o problema inicial que é o volume. Atenolol pode ser usado, mas a escolha do anti-hipertensivo deve ser individualizada e não é a prioridade neste caso.
Portanto, a conduta mais indicada é aumentar o tempo da sessão ou a frequência, ou ambos, com o objetivo de reduzir adequadamente o peso seco do paciente e, consequentemente, melhorar o controle da pressão arterial, sempre com o ajuste dos medicamentos anti-hipertensivos conforme necessário.
Aumentar o volume de ultrafiltração pode ajudar, mas tem um limite de segurança (geralmente taxa máxima de 15 mL/kg/h), e passar disso pode causar instabilidade durante a sessão. Por isso, muitas vezes é melhor aumentar o tempo ou a frequência das sessões para melhorar a remoção gradual do excesso de líquido, levando a um ajuste mais adequado do peso seco. Isso ajuda a reduzir a hipertensão arterial associada ao volume, além de permitir um melhor ajuste dos medicamentos anti-hipertensivos.
Aumentar a dose de eritropoetina não é prioritário para controle da pressão; a anemia pode influenciar, mas não é a principal causa aqui. Mudar a frequência dos medicamentos para melhorar adesão pode ajudar, mas não resolve o problema inicial que é o volume. Atenolol pode ser usado, mas a escolha do anti-hipertensivo deve ser individualizada e não é a prioridade neste caso.
Portanto, a conduta mais indicada é aumentar o tempo da sessão ou a frequência, ou ambos, com o objetivo de reduzir adequadamente o peso seco do paciente e, consequentemente, melhorar o controle da pressão arterial, sempre com o ajuste dos medicamentos anti-hipertensivos conforme necessário.