Paciente S.S.D, 54 anos, do sexo masculino, narrou episódios de febre (não mensurada) há 30 dias.
Relata que nas primeiras duas semanas a febre era diária, seguida de calafrios. Após esse período, a
febre apresentou uma periodicidade de 48h, com início abrupto de intenso calafrios seguidos de
período de intenso calor e, por fim, sudorese intensa. Fez uso de antitérmicos, via oral (dipirona 1g)
com pouca resolução do quadro. Relata ainda aumento do volume abdominal, seguido de episódios
de náuseas e, por vezes, vômitos. O resultado laboratorial confirmou a presença de Plasmodium
vivax, parasito causador de malária em seres humanos mais amplamente distribuído em nível
mundial. No Brasil, este protozoário é responsável por 80% de todos os casos notificados,
principalmente na Região Amazônica. Em relação ao diagnóstico laboratorial desta infecção, é correto
afirmar:
a) O diagnóstico laboratorial da malária é baseado em imunoensaios, como Elisa IgM, logo no início dos
sintomas; imuno-histoquímica em fragmentos de órgãos, colhidos até, no máximo, 8 horas após o
óbito ou RT-PCR (material: soro, coágulo sanguíneo e fragmentos de tecidos, colhidos nos primeiros 7
a 10 dias da doença).
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b) O diagnóstico definitivo se dá pela confirmação da presença do parasito, detectado no sangue ou
urina pela técnica de microscopia de campo escuro.
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c) Dado o ciclo de vida do patógeno, ele é facilmente observado em tecidos hepáticos, sendo então o
material biológico de maior sensibilidade para a realização de imunofluorescência indireta, sendo este
o padrão ouro para a confirmação da infecção.
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d) O diagnóstico definitivo se dá pela confirmação da presença do parasito, detectado por aspirado da
medula óssea em reação de imunofluorescência indireta.
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e) O diagnóstico laboratorial específico de rotina é realizado mediante demonstração de parasitos,
através do método da gota espessa ou esfregaço de sangue, corada pela técnica de Giemsa ou de
Walker.
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