Marcos de Castro
EQUIPE
30/09/2026 • 14:02
Essa questão aborda um tema muito importante e comum no cuidado intensivo: a administração da noradrenalina em pacientes com choque séptico. A noradrenalina é uma droga vasoativa potente, essencial para manter a pressão arterial em pacientes críticos, mas que requer cuidados especiais tanto pelo seu efeito farmacológico quanto pelos riscos associados à sua administração.
Para começar, a noradrenalina é um agonista principalmente dos receptores alfa-adrenérgicos, o que causa vasoconstrição potente e elevação da pressão arterial. Também possui efeito beta-1, que pode aumentar a contratilidade e a frequência cardíaca, mas seu efeito mais marcante e terapêutico é a vasoconstrição. Portanto, a alternativa (b) está incorreta, porque a noradrenalina não é um agonista beta-2 predominante e a vasoconstrição não é efeito colateral indesejado, mas sim o efeito desejado.
Quanto à forma de administração, a noradrenalina deve ser administrada preferencialmente por cateter venoso central, pois a infusão em veias periféricas pode levar a extravasamento e consequente necrose tecidual devido a sua potência vasoconstritora. O uso do acesso periférico, como na fossa antecubital, não é recomendado para infusão contínua dessa droga justamente pelo risco de complicações locais, tornando incorreta a alternativa (c).
Sobre a preparação e a administração, a noradrenalina é fotossensível, ou seja, precisa ser protegida da luz para não perder efeito, mas o uso de equipo macro-gotas gravitacional não evita flutuações na dose; pelo contrário, o ideal é sempre o uso de bombas de infusão para garantir controle rigoroso da dose, rejeitando assim a alternativa (a).
Por fim, a alternativa (d) está correta. Ela destaca a principal propriedade farmacológica da noradrenalina (vasoconstrição alfa-adrenérgica potente), a necessidade de administração via cateter venoso central para minimizar riscos e o uso da fentolamina como antídoto no caso de extravasamento subcutâneo, que é um manejo padrão para esse tipo de complicação.
Portanto, a alternativa correta é a (d).
Para começar, a noradrenalina é um agonista principalmente dos receptores alfa-adrenérgicos, o que causa vasoconstrição potente e elevação da pressão arterial. Também possui efeito beta-1, que pode aumentar a contratilidade e a frequência cardíaca, mas seu efeito mais marcante e terapêutico é a vasoconstrição. Portanto, a alternativa (b) está incorreta, porque a noradrenalina não é um agonista beta-2 predominante e a vasoconstrição não é efeito colateral indesejado, mas sim o efeito desejado.
Quanto à forma de administração, a noradrenalina deve ser administrada preferencialmente por cateter venoso central, pois a infusão em veias periféricas pode levar a extravasamento e consequente necrose tecidual devido a sua potência vasoconstritora. O uso do acesso periférico, como na fossa antecubital, não é recomendado para infusão contínua dessa droga justamente pelo risco de complicações locais, tornando incorreta a alternativa (c).
Sobre a preparação e a administração, a noradrenalina é fotossensível, ou seja, precisa ser protegida da luz para não perder efeito, mas o uso de equipo macro-gotas gravitacional não evita flutuações na dose; pelo contrário, o ideal é sempre o uso de bombas de infusão para garantir controle rigoroso da dose, rejeitando assim a alternativa (a).
Por fim, a alternativa (d) está correta. Ela destaca a principal propriedade farmacológica da noradrenalina (vasoconstrição alfa-adrenérgica potente), a necessidade de administração via cateter venoso central para minimizar riscos e o uso da fentolamina como antídoto no caso de extravasamento subcutâneo, que é um manejo padrão para esse tipo de complicação.
Portanto, a alternativa correta é a (d).