Homem, 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, dá entrada na UPA apres...

Homem, 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, dá entrada na UPA apresentando fraqueza intensa, náuseas, vômitos e dor abdominal há cerca de 24 horas. Refere infecção do trato urinário recen...


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Homem, 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, dá entrada na UPA apresentando fraqueza intensa, náuseas, vômitos e dor abdominal há cerca de 24 horas. Refere infecção do trato urinário recente, sem tratamento adequado, associada à interrupção do uso de insulina nos últimos dois dias. Na avaliação inicial, encontra-se desidratado, taquipneico, com respiração do tipo Kussmaul e hálito cetônico. Refere poliúria e polidipsia nos dias anteriores. Os exames laboratoriais revelam glicemia elevada, acidose metabólica e presença significativa de corpos cetônicos. Diante do quadro, a equipe confirma o diagnóstico de cetoacidose diabética (CAD). Estabelecido o diagnóstico, esse paciente foi mantido em monitorização e encaminhado para manejo em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Considerando o quadro descrito e o quadro de CAD, é correto afirmar que
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    30/09/2026 • 12:02
    Vamos analisar essa questão, que trata de um quadro clínico clássico de cetoacidose diabética (CAD). A cetoacidose é uma complicação aguda grave do diabetes, caracterizada por hiperglicemia, produção elevada de corpos cetônicos e acidose metabólica. Embora seja mais comum em diabetes tipo 1, também pode ocorrer em diabetes tipo 2, principalmente em situações de estresse, infecção ou interrupção da insulina, como no caso do paciente descrito.

    Analisando as alternativas:

    a) Errada. Apesar da cetoacidose ser mais frequente no diabetes tipo 1, ela não é exclusiva deste tipo. Pacientes com diabetes tipo 2 também podem desenvolver CAD, especialmente se houver fator desencadeante, como infecção e falta de insulina, como neste caso.

    b) Errada. O diagnóstico de CAD não depende apenas de uma glicemia acima de 180 mg/dL. Geralmente, a glicemia está muito mais elevada (acima de 250 mg/dL) associada à acidose metabólica e presença de corpos cetônicos.

    c) Errada. A desidratação é uma característica típica da cetoacidose diabética, decorrente da poliúria osmótica causada pela hiperglicemia elevada.

    d) Errada. A respiração de Kussmaul é uma respiração profunda e rápida, usada pelo organismo para compensar a acidose metabólica, e não caracterizada por irregularidade ou apneia. Respiração irregular com apneia é típica da respiração de Cheyne-Stokes.

    e) Correta. O tratamento inicial da cetoacidose diabética inclui a reposição volêmica, correção dos eletrólitos e administração de insulina regular por via endovenosa para controlar a hiperglicemia e reduzir a produção de corpos cetônicos.

    Portanto, a única alternativa correta é a letra e.
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