Para responder à questão, considere o relato hipotético apresentado a seguir...

Para responder à questão, considere o relato hipotético apresentado a seguir: No ato da internação, paciente do sexo feminino, com 54 anos de idade, com diagnóstico de câncer, em estad...


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Para responder à questão, considere o relato hipotético apresentado a seguir:

No ato da internação, paciente do sexo feminino, com 54 anos de idade, com diagnóstico de câncer, em estado terminal, apresentou um documento, devidamente registrado em cartório, contendo suas diretivas antecipadas de vontade, no qual declarava que não desejava que fossem implementadas medidas para o prolongamento de sua vida quando as possibilidades de tratamento estivessem esgotadas e que não desejava nenhum tipo de assistência espiritual durante sua internação ou em seus momentos finais. Em poucos dias, a paciente evoluiu para um quadro de falência múltipla de órgãos, com períodos alternados de sonolência e confusão mental, tornando se incapaz de expressar, livre e autonomamente, suas vontades. Durante um plantão, o enfermeiro foi abordado pelo filho da paciente, o qual, acompanhado de um líder religioso, informou que o visitante iria realizar um breve cerimonial de “encomenda da alma”.

Diante dessa situação, amparado pelo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, o enfermeiro deve
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  • David Castilho
    David Castilho EQUIPE
    30/09/2026 • 06:01
    Quando falamos sobre diretivas antecipadas de vontade, estamos diante de um documento legal em que o paciente expressa suas preferências sobre tratamentos e cuidados no final da vida, inclusive sobre a recusa de medidas que prolonguem a vida e outros aspectos, como assistência espiritual.

    No caso apresentado, a paciente declarou explicitamente que não desejava nenhuma assistência espiritual durante sua internação ou nos momentos finais, o que inclui rituais religiosos no quarto. Essa decisão foi formalizada em cartório, conferindo-lhe caráter legal e obrigatoriedade para os profissionais de saúde respeitarem suas escolhas.

    Diante disso, o enfermeiro tem o dever ético de respeitar o que foi decidido pela paciente, mesmo que a família ou visitantes desejem realizar algum ritual. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem prevê justamente o respeito às vontades do paciente e sua autonomia, primando pela dignidade e pelos direitos individuais.

    Assim, ao ser informado pelo filho e pelo líder religioso sobre a intenção de fazer um cerimonial, o enfermeiro deve comunicar que, respeitando a vontade formalmente expressa pela paciente, o ato religioso não poderá ser realizado. As outras opções, como autorizar, solicitar autorização médica ou administrativa, ou providenciar o ato, não estão adequadas porque desrespeitam a decisão da paciente.

    Gabarito: letra e.
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