Leia o caso clínico a seguir. J. tem duas semanas de vida, pesa 2....

Leia o caso clínico a seguir. J. tem duas semanas de vida, pesa 2.800 g e está com fezes líquidas há dois dias, com frequência de quatro a seis vezes ao dia. Sua mãe decidiu parar de ama...


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Leia o caso clínico a seguir.

J. tem duas semanas de vida, pesa 2.800 g e está com fezes líquidas há dois dias, com frequência de quatro a seis vezes ao dia. Sua mãe decidiu parar de amamentá-lo por achar que não tinha leite suficiente e iniciou fórmula artificial pela mamadeira. J. tem dificuldade em aceitar a mamadeira, porém suga o seio materno quando oferecido pela mãe. Ao exame físico apresenta-se: irritado, sem olhos fundos, prega cutânea retorna normalmente, sem sangue nas fezes, não está letárgico ou inconsciente. O enfermeiro que fez o atendimento de J. na unidade básica de saúde classificou J. com diarreia sem desidratação.

Com base nas diretrizes de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância – AIDPI neonatal (2014), qual é o tratamento indicado para o caso clínico?
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    29/09/2026 • 13:01
    Vamos conversar um pouco sobre o manejo da diarreia em recém-nascidos, um tema muito importante na prática pediátrica e na atenção básica à saúde. A diarreia em lactentes, especialmente nos primeiros dias de vida, requer uma avaliação cuidadosa para evitar complicações como desidratação, que pode ser grave. As diretrizes do AIDPI (Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância) são fundamentais para nortear o atendimento correto desses pacientes.

    No caso apresentado, J. tem diarreia há dois dias, mas não apresenta sinais de desidratação (não está letárgico, prega cutânea normal, sem olhos fundos). A mãe parou de amamentar por achar que não tinha leite suficiente, o que é um equívoco comum e pode piorar a saúde do bebê. O aleitamento materno deve ser incentivado e mantido, pois é a melhor fonte de nutrição e hidratação, até mesmo durante episódios de diarreia.

    O manejo indicado para diarreia sem sinais de desidratação é continuar o aleitamento materno, oferecer líquidos para prevenir desidratação (como soro de reidratação oral, SR), orientar a família sobre sinais de alerta para retorno imediato e agendar um acompanhamento. Não há indicação para hidratação endovenosa nem para encaminhamento urgente para hospital, pois o bebê está estável.

    Analisando as alternativas, a única que está de acordo com as diretrizes AIDPI é a letra c), que propõe dar líquidos para prevenir desidratação em casa (leite materno, soro de reidratação oral), ensinar sinais de perigo e ensinar à mãe a importância de continuar dando o peito, além de agendar retorno.

    Portanto, o melhor tratamento para esse caso é o recomendado na alternativa c).
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