Paciente do sexo masculino, 56 anos, com história de etilismo crônico de long...

Paciente do sexo masculino, 56 anos, com história de etilismo crônico de longa data, é admitido em unidade de internação clínica com quadro de icterícia progressiva, ascite volumosa, edema de membr...


publicidade
Paciente do sexo masculino, 56 anos, com história de etilismo crônico de longa data, é admitido em unidade de internação clínica com quadro de icterícia progressiva, ascite volumosa, edema de membros inferiores, hálito hepático e episódio recente de hematêmese de pequena monta. Ao exame, encontra-se sonolento, com flapping (asterixis), bradilalia e desorientação têmporo-espacial. Os exames laboratoriais evidenciam bilirrubina total de 12,4 mg/dL (com predomínio da fração direta), TAP/INR alargado, albumina sérica de 2,1 g/dL, amônia sérica elevada e plaquetopenia. Considerando o quadro clínico de insuficiência hepática descompensada e as prioridades da assistência de enfermagem, assinale a alternativa correta.
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    29/09/2026 • 11:02
    Vamos analisar um caso clássico de insuficiência hepática descompensada, geralmente associada a cirrose avançada. A icterícia, ascite, edema, alteração do estado mental (encefalopatia hepática), e alterações laboratoriais compatíveis, como bilirrubina direta elevada, TAP/INR aumentado, baixa albumina e amônia sérica elevada, são sinais claros da gravidade do quadro.

    Dentre as alternativas, precisamos identificar qual conduta é correta segundo a assistência de enfermagem para esse paciente.

    Alternativa a) está incorreta porque, em pacientes com encefalopatia hepática, a restrição proteica é recomendada inicialmente para reduzir a produção de amônia, e não dieta hiperproteica.

    Alternativa b) está incorreta pois o tratamento da ascite normalmente envolve espironolactona em primeiro lugar, sendo a furosemida usada em associação; furosemida isolada pode causar complicações.

    Alternativa c) fala da passagem imediata da sonda nasogástrica para lavagem e quantificação do sangramento antes da estabilização hemodinâmica, o que é inadequado e pode ser perigoso; estabilização do paciente deve preceder procedimentos invasivos.

    Alternativa d) fala da administração de lactulose oral ou retal para tratar a encefalopatia hepática, reduzindo a absorção da amônia e monitorando as evacuações quanto à frequência e consistência. Esta conduta é padrão e correta.

    Alternativa e) incorreta, porque o flapping (asterixis) não é patognomônico nem exclusivo do coma hepático estágio IV, e não indica por si só transplante imediato sem outras medidas.

    Portanto, a alternativa correta é a letra d.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.