Um homem de 55 anos, com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) há 10 ...

Um homem de 55 anos, com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) há 10 anos e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), é acompanhado pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Em uma consulta de en...


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Um homem de 55 anos, com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) há 10 anos e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), é acompanhado pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Em uma consulta de enfermagem, o Enfermeiro identifica: hemoglobina glicada de 10,2%, pressão arterial de 158/96 mmHg, creatinina sérica de 2,1 mg/dl, taxa de filtração g lomeru lar estimada (TFGe) de 38 m L/min/l ,73m2 e relação albu mina-creatinina u riná ria de 320 mg/g. O Enfermeiro reconhece o estágio de Doença Renal Crônica (DRC) e avalia a necessidade de encaminhamento para atenção especializada, com base nos Protocolos de Encaminhamento da Atenção Primária para a Atenção Especializada e no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Cuidado ao Paciente com Doença Renal Crônica. Avaliando esse caso, assinale a alternativa CORRETA.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    29/09/2026 • 09:01
    Vamos falar sobre Doença Renal Crônica (DRC), um tema fundamental para quem acompanha pacientes diabéticos e hipertensos na atenção primária. A DRC é caracterizada por uma redução da função renal ou lesão renal por mais de três meses, e seu estágio é definido principalmente pelo valor da taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) e pela presença de albuminúria.

    No caso apresentado, o paciente tem uma TFGe de 38 ml/min/1,73m2, o que indica um comprometimento moderado a grave da função renal (estágio 3b da DRC). Além disso, ele apresenta uma relação albumina-creatinina urinária de 320 mg/g, que configura albuminúria significativa. A presença simultânea de baixa TFGe associada a albuminúria importante em paciente com DM2 e HAS indica risco elevado de progressão da doença renal e complicações cardiovasculares.

    De acordo com os protocolos de atenção à saúde, esse cenário é indicativo para encaminhamento ao especialista em nefrologia, pois o manejo especializado pode retardar a progressão da DRC e preparar o paciente para possíveis intervenções futuras, como terapia renal substitutiva. Entretanto, o acompanhamento na atenção primária deve continuar, com controle rigoroso da pressão arterial e glicemia para reduzir o impacto da doença.

    Analisando as alternativas, a letra (a) está correta, pois reconhece a importância do estágio da DRC e da albuminúria para o encaminhamento para nefrologia, mantendo o cuidado longitudinal na atenção primária. As outras alternativas contêm conceitos equivocados, como desconsiderar o papel da albuminúria, ignorar a necessidade de encaminhamento antes da insuficiência renal terminal (TFGe <15), ou afirmar que o controle glicêmico e da pressão não interferem na progressão da DRC, o que é falso.

    Portanto, o gabarito correto é a alternativa (a).
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