O senhor J.V.P, de 55 anos de idade, com histórico de Diabetes Mellitus há 10...

O senhor J.V.P, de 55 anos de idade, com histórico de Diabetes Mellitus há 10 anos, deu entrada no serviço de pronto atendimento, referindo edema em pé esquerdo, com sensação de formigamento e quei...


publicidade
O senhor J.V.P, de 55 anos de idade, com histórico de Diabetes Mellitus há 10 anos, deu entrada no serviço de pronto atendimento, referindo edema em pé esquerdo, com sensação de formigamento e queimação. Refere que, há dois anos, não procura atendimento, mas continua utilizando metformina. No exame físico apresenta bom estado geral e encontra-se afebril. Foi realizada a inspeção e palpação da pele e unhas. Na inspeção, o pé esquerdo estava quente, mas com coloração normal, a pele estava seca e fissurada, com dedo em garra, pé de Charcot, planta dos pés com calosidade, sensibilidade protetora alterada, pulso pedial amplo e simétrico e sinal do cacifo positivo à palpação. A partir dos achados, identificou-se a presença de pé diabético. Considerando esse caso clínico hipotético e a Diabetes Mellitus, bem como suas complicações, é correto afirmar que
Analisando...
publicidade

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

Criar conta grátis
  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    29/09/2026 • 05:01
    Vamos conversar um pouco sobre o pé diabético, que é uma complicação comum em pessoas com Diabetes Mellitus, especialmente aqueles que têm a doença há bastante tempo e não fazem um acompanhamento regular. O pé diabético ocorre principalmente por três fatores principais: neuropatia (lesão nos nervos), isquemia (má circulação) e infecções. Esses fatores podem levar a alterações na pele, deformidades, perda da sensibilidade e até mesmo ao desenvolvimento do chamado pé de Charcot, que é uma deformidade óssea grave.

    No caso apresentado, o paciente tem várias características típicas do pé diabético neuropático, como o dedo em garra, pele seca e fissurada, alteração da sensibilidade (sensibilidade protetora alterada), sinal do cacifo positivo (que indica áreas de edema e infiltração de tecidos, típico de neuropatia), e pulso pedial amplo e simétrico, o que mostra que não há comprometimento isquêmico importante. Portanto, a lesão não é do tipo isquêmico, mas sim neuropática. Isso elimina a alternativa a.

    A alternativa b erra porque o sinal de cacifo positivo não indica diretamente a presença da pele seca e fissurada, dedo em garra e pé de Charcot, mas sim edema ou lesões profundas. A alternativa c também não está correta, pois a palpação da pele é usada para avaliar temperatura (aumento pode indicar infecção ou inflamação), mas o teste mais útil para avaliar o pé diabético geralmente envolve o uso de monofilamento de 10g para sensibilidade, avaliação vascular e inspeção geral da pele.

    A alternativa d é correta: a avaliação anual do pé pelo paciente e profissional de saúde é fundamental para detectar alterações precocemente e prevenir complicações mais graves. Já a alternativa e está incorreta porque as distorções anatômicas e fisiológicas características do pé diabético geralmente aparecem quando o paciente já tem Diabetes mellitus estabelecido, não no estágio de pré-diabetes.

    Portanto, a alternativa correta é a d.
publicidade
🍪

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência de navegação. Política de Privacidade.