Equipe Gabarite
EQUIPE
29/09/2026 • 01:01
Essa questão aborda um cenário complexo de um paciente em ventilação mecânica, sob uso de noradrenalina vasoativa, com manifestações clínicas que indicam perfusão periférica comprometida, hipoproteinemia e edema generalizado. Estes fatores implicam em riscos aumentados para o desenvolvimento de lesões por pressão, principalmente relacionadas ao microcizalhamento e isquemia profunda em áreas onde há proeminências ósseas.
O tema principal aqui é a prevenção de lesões por pressão, especialmente em pacientes críticos com fatores de risco intrínsecos como uso de vasopressores e edema intenso. Essas condições predispõem à diminuição da perfusão tecidual e aumento do risco de lesões devido à pressão e ao cisalhamento. Por isso, as estratégias de manejo precisam focar na redistribuição da pressão, controle do microclima e manutenção de perfusão adequada.
Vamos analisar as alternativas:
(a) Fala sobre a seleção de superfícies de suporte com controle ativo do microclima, baixo coeficiente de fricção, manejo de calor e umidade, priorizando interfaces que diminuiam a pressão e permitam ventilação contínua. Isso está alinhado com as melhores práticas para prevenção de lesões, pois reduz o atrito e o calor, que contribuem para o microcizalhamento e comprometimento do tecido profundos.
(b) Indica mobilização manual com tração mínima e massagem para melhorar a perfusão. Contudo, em pacientes sob noradrenalina e com edema, a manipulação pode ser perigosa e até agravar a lesão, além de a massagem não ser recomendada em áreas com risco de lesão por pressão grave.
(c) Sugere manutenção de decúbitos laterais a 30° mesmo com edema importante. Essa prática é comum para descarga pressórica, mas o edema intenso dificulta a eficácia e pode agravar a perfusão local comprometida, não sendo o aspecto "mais crítico" aqui.
(d) Trata sobre uso de barreiras oleosas sem avaliação do microclima, o que pode ser inadequado, uma vez que a oleosidade pode piorar a umidade e o risco de lesões.
Portanto, a alternativa (a) é a que engloba a intervenção mais crítica e preventiva para reduzir o microcizalhamento e isquemia tecidual em um paciente com tais características. Ela prioriza o uso de superfícies que atuam diretamente no controle do microclima e na redução de fricção, fundamentais para este contexto.
Gabarito: a
O tema principal aqui é a prevenção de lesões por pressão, especialmente em pacientes críticos com fatores de risco intrínsecos como uso de vasopressores e edema intenso. Essas condições predispõem à diminuição da perfusão tecidual e aumento do risco de lesões devido à pressão e ao cisalhamento. Por isso, as estratégias de manejo precisam focar na redistribuição da pressão, controle do microclima e manutenção de perfusão adequada.
Vamos analisar as alternativas:
(a) Fala sobre a seleção de superfícies de suporte com controle ativo do microclima, baixo coeficiente de fricção, manejo de calor e umidade, priorizando interfaces que diminuiam a pressão e permitam ventilação contínua. Isso está alinhado com as melhores práticas para prevenção de lesões, pois reduz o atrito e o calor, que contribuem para o microcizalhamento e comprometimento do tecido profundos.
(b) Indica mobilização manual com tração mínima e massagem para melhorar a perfusão. Contudo, em pacientes sob noradrenalina e com edema, a manipulação pode ser perigosa e até agravar a lesão, além de a massagem não ser recomendada em áreas com risco de lesão por pressão grave.
(c) Sugere manutenção de decúbitos laterais a 30° mesmo com edema importante. Essa prática é comum para descarga pressórica, mas o edema intenso dificulta a eficácia e pode agravar a perfusão local comprometida, não sendo o aspecto "mais crítico" aqui.
(d) Trata sobre uso de barreiras oleosas sem avaliação do microclima, o que pode ser inadequado, uma vez que a oleosidade pode piorar a umidade e o risco de lesões.
Portanto, a alternativa (a) é a que engloba a intervenção mais crítica e preventiva para reduzir o microcizalhamento e isquemia tecidual em um paciente com tais características. Ela prioriza o uso de superfícies que atuam diretamente no controle do microclima e na redução de fricção, fundamentais para este contexto.
Gabarito: a