Um paciente em ventilação mecânica há 11 dias, sob infusão contínua de noradr...

Um paciente em ventilação mecânica há 11 dias, sob infusão contínua de noradrenalina em dose vasopressora moderada, apresenta perfusão periférica limítrofe, hipoproteinemia e edema generalizado. Du...


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Um paciente em ventilação mecânica há 11 dias, sob infusão contínua de noradrenalina em dose vasopressora moderada, apresenta perfusão periférica limítrofe, hipoproteinemia e edema generalizado. Durante a elaboração do plano de prevenção, o enfermeiro implementa mudanças rigorosas de posição utilizando matriz de redistribuição baseada no “relógio assistencial”.
Diante da condição hemodinâmica e dos fatores intrínsecos de risco, qual intervenção mais crítica deve ser integrada ao manejo para reduzir microcizalhamento e isquemia tecidual profunda associada a colapso capilar em proeminências ósseas?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    29/09/2026 • 01:01
    Essa questão aborda um cenário complexo de um paciente em ventilação mecânica, sob uso de noradrenalina vasoativa, com manifestações clínicas que indicam perfusão periférica comprometida, hipoproteinemia e edema generalizado. Estes fatores implicam em riscos aumentados para o desenvolvimento de lesões por pressão, principalmente relacionadas ao microcizalhamento e isquemia profunda em áreas onde há proeminências ósseas.

    O tema principal aqui é a prevenção de lesões por pressão, especialmente em pacientes críticos com fatores de risco intrínsecos como uso de vasopressores e edema intenso. Essas condições predispõem à diminuição da perfusão tecidual e aumento do risco de lesões devido à pressão e ao cisalhamento. Por isso, as estratégias de manejo precisam focar na redistribuição da pressão, controle do microclima e manutenção de perfusão adequada.

    Vamos analisar as alternativas:
    (a) Fala sobre a seleção de superfícies de suporte com controle ativo do microclima, baixo coeficiente de fricção, manejo de calor e umidade, priorizando interfaces que diminuiam a pressão e permitam ventilação contínua. Isso está alinhado com as melhores práticas para prevenção de lesões, pois reduz o atrito e o calor, que contribuem para o microcizalhamento e comprometimento do tecido profundos.
    (b) Indica mobilização manual com tração mínima e massagem para melhorar a perfusão. Contudo, em pacientes sob noradrenalina e com edema, a manipulação pode ser perigosa e até agravar a lesão, além de a massagem não ser recomendada em áreas com risco de lesão por pressão grave.
    (c) Sugere manutenção de decúbitos laterais a 30° mesmo com edema importante. Essa prática é comum para descarga pressórica, mas o edema intenso dificulta a eficácia e pode agravar a perfusão local comprometida, não sendo o aspecto "mais crítico" aqui.
    (d) Trata sobre uso de barreiras oleosas sem avaliação do microclima, o que pode ser inadequado, uma vez que a oleosidade pode piorar a umidade e o risco de lesões.

    Portanto, a alternativa (a) é a que engloba a intervenção mais crítica e preventiva para reduzir o microcizalhamento e isquemia tecidual em um paciente com tais características. Ela prioriza o uso de superfícies que atuam diretamente no controle do microclima e na redução de fricção, fundamentais para este contexto.

    Gabarito: a
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