Paciente do sexo masculino, 47 anos, branco, casado, pedreiro, natural e proc...

Paciente do sexo masculino, 47 anos, branco, casado, pedreiro, natural e procedente de Santa Izabel do Pará, estava em uma competição de atletismo (10km) e, após o término da prova, apresentou perd...


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Paciente do sexo masculino, 47 anos, branco, casado, pedreiro, natural e procedente de Santa Izabel do Pará, estava em uma competição de atletismo (10km) e, após o término da prova, apresentou perda de consciência súbita. O atendimento do local constatou parada cardiorrespiratória em Fibrilação Ventricular (FV). Para esse caso clínico, aplicou-se uma conduta adequada, considerando o Algoritmo de PCR de 2020 para adultos:
Analisando...
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    29/09/2026 • 01:01
    Nesta questão, estamos diante do atendimento a uma parada cardiorrespiratória (PCR) em um paciente com fibrilação ventricular (FV), que é uma das chamadas arritmias chocáveis. O atendimento segue as diretrizes do Algoritmo de PCR de 2020, que traz atualizações importantes.

    Vamos analisar cada alternativa com base nessas diretrizes:
    A alternativa (a) menciona uma velocidade de compressões torácicas de 180 a 200 por minuto e profundidade de pelo menos 10 cm. Entretanto, o recomendado é uma frequência de 100 a 120 compressões por minuto e profundidade de cerca de 5 cm para adultos, evitando compressões muito rápidas e muito profundas para não comprometer a eficácia e a segurança. Logo, essa alternativa está incorreta.

    Na alternativa (b), fala que o revezamento para evitar cansaço deve ocorrer a cada 10 ciclos (aproximadamente 2 minutos). O correto é o revezamento ser realizado a cada 2 minutos, porque a cada 30 compressões devem acontecer 2 ventilações. Portanto, a informação de '10 ciclos (5 minutos)' está errada em relação ao tempo, que deve ser cerca de 2 minutos, não 5. Esta alternativa também está incorreta.

    A alternativa (c) aborda a realização de ventilações de resgate com bolsa-válvula-máscara conectada a oxigênio a 30 L/min. As diretrizes recomendam oferecer oxigênio suplementar sempre que possível, geralmente com fluxo aproximado de 10 a 15 L/min, mas não há indicação de 30 L/min no guia do algoritmo de PCR de 2020. Além disso, nas 3 ventilações iniciais, o volume deve ser suficiente para elevar o tórax — o fluxo não é rigidamente de 30 L/min. Logo, essa alternativa também não está precisa.

    Quanto à alternativa (d), que fala sobre o uso do desfibrilador: o choque inicial com um mono ou bifásico deve ser conforme o fabricante, mas de forma geral, para desfibriladores bifásicos geralmente utilizamos 120 a 200 J, e para monofásicos 360 J. A alternativa indica o contrário: 120 a 200 J para monofásicos e 360 J para bifásicos, invertendo a recomendação, o que está incorreto.

    Por fim, a alternativa (e) fala sobre a verificação de pulso na artéria carótida por 5 a 10 segundos. Isso é condizente com as diretrizes, que recomendam palpação por até 10 segundos para confirmar a ausência de pulso durante a avaliação da PCR.

    Portanto, a alternativa correta é a (e).
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