A pandemia da Coronavírus Disease 2019 (COVID-19), causada pelo vírus Severe Acute Respiratory
Syndrome Coronavírus 2 (SARS-CoV-2), surgiu no final de 2019 em Wuhan, na China. A sua
disseminação ocorreu rapidamente, resultando em aumento abrupto do número de infectados e de
óbitos. Nesse contexto de ocorrência mundial, rapidamente foram sendo identificadas associações entre
a COVID-19 e a vulnerabilidade de alguns grupos de risco frente à doença, os quais apresentam altos
índices de letalidade. Dentre esses grupos, encontram-se as gestantes, que, por modificações
fisiológicas do corpo feminino, podem estar mais vulneráveis a infecções graves. A preocupação está
centrada nas gestantes de alto risco, devido a doenças como hipertensão, diabetes e obesidade, as
quais podem apresentar pior evolução da COVID-19, quando comparadas a gestantes sem essas
comorbidades. Com base na a ocorrência da COVID-19 na gestação, assinale a recomendação
predominante nos protocolos de assistência.
a) A paciente deve procurar o serviço de saúde caso ela sinta uma melhora do quadro e/ou uma dificuldade
importante para respirar. Entre os sinais de alerta destaca-se a febre, ou sensação febril, acompanhada
de pelo menos um dos outros quatro sintomas: tosse, mal-estar, mialgia, dificuldade para respirar.
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b) No caso de gestante sintomática, orienta-se que ela adie a consulta de pré-natal e procure um
estabelecimento de saúde, ainda no aparecimento dos primeiros sintomas. Todavia, o pré-natal precisa
saber que a gestante está com sintomas e com isso reforçar a vigilância. Ela precisa ser monitorada de
forma muito rigorosa. Isolamento domiciliar não significa abandono da equipe de saúde, muito pelo
contrário. Essa gestante precisa ser monitorada, desde sua frequência respiratória, sintomas gerais,
saturação de oxigênio e pressão arterial.
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c) O parto de uma paciente com COVID-19 é uma experiência física muito intensa, e outras ações de boas
práticas devem ser estimuladas, mesmo na vigência da pandemia, como as atitudes de fortalecimento
da mulher, a deambulação, as posições verticais, a alimentação, o período expulsivo instintivo para a
mulher, etc. Tudo isso deve ser respeitado e mantido.
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d) No caso de contato físico imediato do bebê com a mulher, que fez grande esforço físico e exalou na sua
própria pele o vírus, perdigotos, sua respiração, etc., considera-se que a pele está contaminada. É
importante evitar que o bebê tenha contato com a pele da mãe naquele momento e, mesmo que realize
higiene da pele, o contato pele a pele, não é permitido em mães positivas para COVID-19.
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e) Até o momento, as evidências apontam que a COVID-19 na gestação está relacionada com a restrição
de crescimento, prematuridade e descolamento da placenta, seguida de sangramento expressivo,
associado a alterações hematólogicas. Sendo recomendada a realização de hemograma a cada dez
dias, a partir do diagnóstico da doença na gestante.
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