Durante consulta de enfermagem na Estratégia Saúde da Família, um homem de 28...

Durante consulta de enfermagem na Estratégia Saúde da Família, um homem de 28 anos procura a Unidade Básica de Saúde relatando lesão genital indolor há aproximadamente duas semanas. Ao exame físico...


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Durante consulta de enfermagem na Estratégia Saúde da Família, um homem de 28 anos procura a Unidade Básica de Saúde relatando lesão genital indolor há aproximadamente duas semanas. Ao exame físico, a enfermeira identifica úlcera única, de bordas regulares, fundo limpo e base endurecida. O usuário refere relações sexuais desprotegidas com diferentes parceiros nos últimos meses e nega tratamento prévio para sífilis.
Conforme o fluxo assistencial da unidade, são realizados testes rápidos para IST durante a consulta, com os seguintes resultados:
• Teste rápido para sífilis: reagente • Teste rápido para HIV: não reagente • Teste rápido para hepatite B: não reagente • Teste rápido para hepatite C: não reagente
Considerando os protocolos do Ministério da Saúde para manejo das IST na Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa mais adequada.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    28/09/2026 • 16:01
    Vamos falar sobre o manejo da sífilis na atenção básica, que é um tema fundamental dentro das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A sífilis primária geralmente se manifesta por uma úlcera genital indolor, de bordas regulares e base endurecida, exatamente como descrito no caso dessa questão. A confirmação do diagnóstico inicia-se com um teste rápido reagente, que indica a presença de sífilis, mas para o manejo adequado, o protocolo do Ministério da Saúde recomenda a realização do VDRL quantitativo como exame complementar para avaliar o título da infecção e monitorar a resposta ao tratamento.

    Ao identificarmos um teste rápido reagente e um quadro clínico compatível (úlcera genital indolor), não devemos aguardar o resultado do VDRL para iniciar o tratamento, pois a cicatrização da lesão e a transmissão do microrganismo devem ser rapidamente interrompidas. Ainda, é fundamental a avaliação e orientação dos parceiros sexuais para evitar a propagação da sífilis. A notificação compulsória é obrigatória assim que o caso é diagnosticado para fins de vigilância epidemiológica.

    Diante disso, a alternativa mais adequada é a que orienta iniciar o tratamento imediatamente, solicitar VDRL quantitativo para estabelecer o título inicial, orientar avaliação dos parceiros e realizar a notificação, exatamente como descrito na alternativa b). As demais opções apresentam condutas incorretas, como aguardar para iniciar o tratamento, dispensar o VDRL ou solicitar exames que não são rotina na atenção básica para o manejo inicial.

    Portanto, gabarito: b.
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