Uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família realiza visita domiciliar a um ...

Uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família realiza visita domiciliar a um homem de 72 anos, hipertenso, diabético, com insuficiência cardíaca e sequelas de AVC isquêmico ocorrido há seis meses. ...


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Uma enfermeira da Estratégia Saúde da Família realiza visita domiciliar a um homem de 72 anos, hipertenso, diabético, com insuficiência cardíaca e sequelas de AVC isquêmico ocorrido há seis meses. O paciente encontra-se restrito ao leito, utiliza fraldas, apresenta dependência para atividades básicas da vida diária e recebeu alta hospitalar há 15 dias após internação por descompensação clínica. Durante a visita, a enfermeira identifica: pressão arterial: 150 × 90 mmhg; glicemia capilar: 248 mg/dl; presença de hiperemia persistente em região sacral, sem perda da integridade da pele; uso concomitante de oito medicamentos prescritos por diferentes serviços; cuidadora relata dúvidas sobre horários das medicações e dificuldades para mobilização do paciente; não houve consulta de acompanhamento após a alta hospitalar. ao exame físico, o paciente encontra-se: consciente e orientado; afebril; saturação periférica de oxigênio de 96% em ar ambiente; sem dispneia, dor torácica ou sinais dedesconforto respiratório; sem edema agudo ou outros sinais de instabilidade clínica.
Considerando os princípios da Atenção Primária à Saúde, da coordenação do cuidado e do Processo de Enfermagem, qual das alternativas representa a conduta prioritária da enfermeira?
Analisando...
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    28/09/2026 • 16:01
    Essa questão aborda um cenário muito comum na Atenção Primária à Saúde (APS), principalmente no contexto da Estratégia Saúde da Família: o cuidado a pacientes idosos com múltiplas comorbidades e alta complexidade clínica, que demandam acompanhamento próximo e integrado para evitar complicações e reinternações.

    O ponto central envolve a coordenação do cuidado, que é um princípio fundamental da APS, e o Processo de Enfermagem, que orienta a identificação das demandas do paciente, o planejamento e a implementação de ações prioritárias.

    Analisando as opções, devemos considerar que o paciente apresenta pressão arterial e glicemia elevadas, sinalizando necessidade de ajuste medicamentoso. Contudo, a visita domiciliar também revelou dúvidas e dificuldades da cuidadora, sinais de hiperemia sacral (indicando risco de lesão por pressão), polifarmácia (uso de oito medicamentos de diferentes serviços, que pode causar erros e interações), e ausência de consulta de acompanhamento após alta hospitalar. Tudo isso precisa ser visto de forma integrada.

    A opção (a) foca apenas no ajuste medicamentoso, o que é importante, mas não atende todas as necessidades urgentes identificadas. A (b) prioriza a hiperemia sacral, também importante, porém o risco envolve mais do que só a ferida — a hiperemia indica risco de lesão por pressão, que deve ser prevenida, não só investigada. A (c) sugere encaminhamento para especialistas, o que pode ser necessário, mas a APS deve articular o cuidado antes disso. A (e) fala apenas da polifarmácia, que é um risco, mas não a prioridade isolada.

    Já a (d) inclui um conjunto de ações: prevenir lesão por pressão, conciliar medicamentos para evitar erros e interações, orientar a cuidadora (educação em saúde), estratificar riscos e organizar o seguimento multiprofissional após alta, reunindo as necessidades mais urgentes e importantes para a melhora do paciente e sua segurança.

    Portanto, a conduta prioritária que melhor atende os princípios da Atenção Primária, coordenação do cuidado e processo de enfermagem é a da alternativa (d).
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