Ingrid Nunes
EQUIPE
28/09/2026 • 07:02
Vamos entender um pouco sobre o que acontece no metabolismo durante a síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e a sepse. Nesses estados, nosso corpo sofre alterações que afetam o uso e a produção de glicose, proteínas e gorduras. Uma das coisas importantes é que a insulina, que normalmente ajuda as células a captar glicose, tem sua eficácia diminuída devido a inflamações e aos mediadores inflamatórios, como as citocinas TNF-α e IL-6. Isso provoca resistência à insulina, conforme descrito na alternativa (a), que está correta.
Além disso, o corpo aumenta a produção de glicose pelo fígado via gliconeogênese para garantir energia suficiente, mesmo que essa glicose alta no sangue não seja bem utilizada pelas células devido à resistência à insulina. Esse processo é mediado por hormônios contrarreguladores, como o cortisol e adrenalina, o que confirma que a alternativa (b) também está correta.
Outro ponto importante é a hiperlactatemia na sepse: o aumento do lactato no sangue pode acontecer mesmo quando não há falta de oxigênio evidente. Isso ocorre porque as células podem passar a produzir lactato em excesso devido a disfunções metabólicas e uso inadequado do oxigênio, vinculando-se a mecanismos anaeróbicos ou até alterados pelo próprio processo inflamatório. Então, a alternativa (c) está certa.
Agora, a alternativa (d) diz que a hiperglicemia em pacientes críticos é causada por deficiência absoluta de insulina devido à destruição autoimune das células beta. Isso não procede no contexto da sepse ou SIRS. A hiperglicemia nesses pacientes é, na verdade, majoritariamente causada por resistência à insulina e aumento da produção hepática de glicose, não por destruição autoimune das células beta, que é característica de diabetes tipo 1, não da sepse. Portanto, a alternativa incorreta é a (d).
Além disso, o corpo aumenta a produção de glicose pelo fígado via gliconeogênese para garantir energia suficiente, mesmo que essa glicose alta no sangue não seja bem utilizada pelas células devido à resistência à insulina. Esse processo é mediado por hormônios contrarreguladores, como o cortisol e adrenalina, o que confirma que a alternativa (b) também está correta.
Outro ponto importante é a hiperlactatemia na sepse: o aumento do lactato no sangue pode acontecer mesmo quando não há falta de oxigênio evidente. Isso ocorre porque as células podem passar a produzir lactato em excesso devido a disfunções metabólicas e uso inadequado do oxigênio, vinculando-se a mecanismos anaeróbicos ou até alterados pelo próprio processo inflamatório. Então, a alternativa (c) está certa.
Agora, a alternativa (d) diz que a hiperglicemia em pacientes críticos é causada por deficiência absoluta de insulina devido à destruição autoimune das células beta. Isso não procede no contexto da sepse ou SIRS. A hiperglicemia nesses pacientes é, na verdade, majoritariamente causada por resistência à insulina e aumento da produção hepática de glicose, não por destruição autoimune das células beta, que é característica de diabetes tipo 1, não da sepse. Portanto, a alternativa incorreta é a (d).