Equipe Gabarite
EQUIPE
28/09/2026 • 01:01
Essa questão aborda os cuidados pós-ressuscitação após o retorno da circulação espontânea (RCE) em um paciente que sofreu um infarto agudo do miocárdio e ficou em parada cardíaca por 12 minutos. Esse cenário exige atenção cuidadosa para evitar novas lesões, especialmente ao cérebro, que ficou sem oxigenação adequada por um período significativo.
O foco principal após o RCE é garantir estabilidade hemodinâmica e suporte ventilatório adequado, prevenindo complicações neurológicas e metabólicas. Portanto, manter a pressão arterial média (PAM) acima de 65 mmHg é fundamental para garantir perfusão adequada dos órgãos, principalmente do cérebro. Além disso, a ventilação deve ser controlada para alcançar normocapnia (PaCO2 entre 35-45 mmHg). Hiperventilação pode causar vasoconstrição cerebral, o que reduziria ainda mais o fluxo sanguíneo cerebral e prejudicaria a recuperação neurológica.
Analisando as alternativas:
A) Manter SpO2 em 100% através da hiperóxia não é recomendado, porque excesso de oxigênio pode ser tóxico, aumentando danos oxidativos.
B) Manter PAM ≥65 mmHg e normocapnia é o protocolo recomendado para estabilização pós-ressuscitação.
C) O resfriamento corporal ativo é uma medida terapêutica útil, mas as temperaturas indicadas (28°C a 30°C) são agressivas e não fazem parte das diretrizes atuais, que recomendam temperaturas entre 32°C e 36°C.
D) Controlar glicemia é importante, mas níveis tão baixos (70-100 mg/dL) podem ser arriscados; a diretriz é evitar hiperglicemia severa, mas com cuidado para não causar hipoglicemia.
E) Amiodarona é usada principalmente para controle de arritmias, mas não deve ser administrada rotineiramente em manutenção sem indicação clara.
Portanto, a alternativa correta é a letra B, que traz a meta hemodinâmica prioritária e uma intervenção ventilatória segura para o paciente pós-RCE.
O foco principal após o RCE é garantir estabilidade hemodinâmica e suporte ventilatório adequado, prevenindo complicações neurológicas e metabólicas. Portanto, manter a pressão arterial média (PAM) acima de 65 mmHg é fundamental para garantir perfusão adequada dos órgãos, principalmente do cérebro. Além disso, a ventilação deve ser controlada para alcançar normocapnia (PaCO2 entre 35-45 mmHg). Hiperventilação pode causar vasoconstrição cerebral, o que reduziria ainda mais o fluxo sanguíneo cerebral e prejudicaria a recuperação neurológica.
Analisando as alternativas:
A) Manter SpO2 em 100% através da hiperóxia não é recomendado, porque excesso de oxigênio pode ser tóxico, aumentando danos oxidativos.
B) Manter PAM ≥65 mmHg e normocapnia é o protocolo recomendado para estabilização pós-ressuscitação.
C) O resfriamento corporal ativo é uma medida terapêutica útil, mas as temperaturas indicadas (28°C a 30°C) são agressivas e não fazem parte das diretrizes atuais, que recomendam temperaturas entre 32°C e 36°C.
D) Controlar glicemia é importante, mas níveis tão baixos (70-100 mg/dL) podem ser arriscados; a diretriz é evitar hiperglicemia severa, mas com cuidado para não causar hipoglicemia.
E) Amiodarona é usada principalmente para controle de arritmias, mas não deve ser administrada rotineiramente em manutenção sem indicação clara.
Portanto, a alternativa correta é a letra B, que traz a meta hemodinâmica prioritária e uma intervenção ventilatória segura para o paciente pós-RCE.