Durante uma visita domiciliar de rotina, a enfermeira da Equipe de Saúde da F...

Durante uma visita domiciliar de rotina, a enfermeira da Equipe de Saúde da Família (ESF) encontra uma paciente idosa, 75 anos, acamada, com histórico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) g...


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Durante uma visita domiciliar de rotina, a enfermeira da Equipe de Saúde da Família (ESF) encontra uma paciente idosa, 75 anos, acamada, com histórico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) grave, em desconforto respiratório súbito. A paciente apresenta dispneia intensa, tiragem intercostal, fala em frases curtas e cianose perioral. A oximetria de pulso (SpO2) revela 85% em ar ambiente. A família relata piora progressiva da tosse e aumento da produção de escarro amarelado nos últimos dois dias. A Unidade Básica de Saúde (UBS) não possui acesso a exames de imagem ou gasometria arterial. Diante da avaliação clínica e da limitação de recursos diagnósticos no ambiente domiciliar da Atenção Primária à Saúde (APS), qual a sequência de ações prioritárias que a enfermeira deve implementar imediatamente, sobre manejo de emergências respiratórias e a necessidade de acionamento da rede de urgência e emergência?
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    27/09/2026 • 14:01
    Essa questão é sobre o manejo imediato de uma emergência respiratória em um paciente idoso com DPOC grave numa visita domiciliar, diante de um quadro claro de crise respiratória aguda. A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é uma condição comum em idosos que pode ter exacerbações graves, demandando intervenção rápida, principalmente se há sinais de hipoxemia (baixa saturação de oxigênio) e desconforto respiratório intenso, como mostrado na questão.

    A paciente está com dispneia intensa, tiragem intercostal (uso de músculos acessórios para respirar), fala em frases curtas (sinal de esforço respiratório) e cianose, além da oximetria indicando saturação em 85%, o que é abaixo do normal e indica necessidade urgente de oxigenação e suporte.

    Além disso, a piora dos sintomas em dois dias com aumento da tosse e escarro amarelo sugere uma possível infecção respiratória exacerbando a DPOC. Contudo, na atenção primária e no domicílio, com recursos limitados (sem gasometria ou exames de imagem), o mais adequado é iniciar intervenções básicas essenciais para aliviar a insuficiência respiratória e encaminhar rapidamente para um serviço de maior complexidade onde avaliação e tratamento completos possam ser feitos.

    Vamos analisar as alternativas:
    - a) Oferecer broncodilatador (ajuda a aliviar broncoespasmo), posicionar em Fowler (posição semi-sentada melhora a respiração), monitorar sinais e nível de consciência, e acionar o SAMU para transferência imediata é a conduta correta, afinal a paciente está em situação de emergência respiratória.
    - b) Encaminhar a pé ou pela família sem intervenções imediatas não é seguro, pois a paciente está em desconforto intenso e pode piorar em caminho aberto.
    - c) Administrar antibiótico em domicílio e apenas observar a evolução não é o ideal, pois a paciente pode precisar de suporte imediato de oxigênio, oxigenoterapia e outras medidas.
    - d) Solicitar exames para confirmar diagnóstico antes de agir pode atrasar a condução necessária em uma emergência clara.

    Portanto, a alternativa a) apresenta a sequência mais segura e indicada para o manejo inicial:
    administrar broncodilatador, posicionar a paciente, monitorar sinais vitais e acionar o SAMU para transferência hospitalar.

    Gabarito: a
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