Usuária EGM, 82 anos, aposentada, hígida, participa ativamente de atividades ...

Usuária EGM, 82 anos, aposentada, hígida, participa ativamente de atividades como dança adaptada e caminhada promovidas pela UBS. Comparece desacompanhada à UBS após relato de queda em casa, com ho...


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Usuária EGM, 82 anos, aposentada, hígida, participa ativamente de atividades como dança adaptada e caminhada promovidas pela UBS. Comparece desacompanhada à UBS após relato de queda em casa, com hospitalização para investigação e alta com encaminhamento para pós-consulta na UBS, com as seguintes informações:
“EGM permaneceu em leito em enfermaria por 4 dias para observação, acompanhamento e exames de imagem e laboratoriais após queda em domicílio. Não apresenta fraturas ou sintomas neurológicos. Lesão em região frontal do crânio sem sequelas observadas. Encaminho para acompanhamento após alta na UBS de referência”.
Relata “tontura ao levantar”. Refere uso de vários medicamentos que não sabe nomear, prescritos há muitos anos na UBS e alguns que trouxe do hospital “para pressão, dor, colesterol e vitaminas”. Apresenta medo intenso de cair novamente. Durante o atendimento, o técnico observa marcha lenta e uso de apoio em bengala para caminhar, que não foi prescrita no hospital e da qual não fazia uso antes da queda.

Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.
Analisando...
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    26/09/2026 • 20:01
    Essa questão trata sobre o manejo e acompanhamento de idosos após quedas, um tema muito importante na atenção básica e na geriatria. Quedas são um problema comum em idosos e podem levar a complicações graves, portanto a avaliação de risco é crucial para prevenir novos acidentes.

    No caso apresentado, a usuária teve uma queda com hospitalização, mas sem fraturas ou sequelas neurológicas graves. Ela apresenta tontura ao levantar, medo de cair novamente, marcha lenta e está usando bengala não prescrita, o que indica necessidade de avaliação cuidadosa para risco de novas quedas e para a função motoras.

    A resposta correta precisa contemplar uma abordagem multiprofissional, avaliação da marcha e do risco de queda, possível visita domiciliar para avaliar o ambiente, as medicações e a rede de apoio, além de orientação sobre segurança. Repouso prolongado, restrição severa ou isolamento não são recomendados pois promovem perda funcional e piora da autonomia.

    Vamos analisar as alternativas:
    a) Repouso prolongado e redução dos deslocamentos não são indicados, pois inatividade pode piorar a funcionalidade do idoso. Também não há indicação clara para uso de medicações para vertigem ou ansiedade sem avaliação mais detalhada.
    b) Essa alternativa aborda a avaliação multiprofissional, risco de queda, visita domiciliar, orientações de segurança e apoio adequado, o que está alinhado com as recomendações atuais para prevenção de quedas.
    c) Treinamento de caminhada sem apoio, sem avaliação adequada, pode ser inseguro. O medo da queda deve ser trabalhado, mas não isoladamente, e não se deve priorizar apenas a autonomia se não houver a avaliação do risco.
    d) Considerar quedas como evento esperado e condicionar o acompanhamento apenas a fraturas não é correto e negligencia a importância da prevenção.
    e) Notificação de abandono e restrição da circulação da usuária são medidas que não correspondem à realidade descrita e são inadequadas e desumanas.

    Portanto, a alternativa correta é a letra b.
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