Marcos de Castro
EQUIPE
01/10/2026 • 01:01
Vamos falar um pouco sobre como a linguagem literária funciona, especialmente na poesia, que é o caso desse trecho do livro 'Viola de bolso' de Carlos Drummond de Andrade. Na poesia, os autores frequentemente brincam com as palavras, criando formas novas, inovações que trazem um toque único ao texto e permitem expressar ideias, emoções e imagens de maneira singular. Nesse poema, temos o uso da palavra “maria” para representar a chuva, uma personificação que transforma a chuva em uma personagem, e a palavra “chuvosíssima”, que não é uma palavra comum no português padrão. "Chuvosíssima" é uma criação do poeta que intensifica a ideia de chuva de forma muito forte, um superlativo inventado para dar ênfase e musicalidade ao poema.
Esse tipo de processo é chamado de inovação lexical, que é quando a língua recebe uma palavra nova, não usual, criada pelo autor para trazer um efeito especial, único, à mensagem que deseja passar. Então, não é um registro regional, nem um traço exclusivo da oralidade, tampouco uma marca de simples informalidade. Também não é algo que aconteça apenas na literatura poética, mas aqui, no contexto do poema, é, sim, uma inovação lexical singular.
Portanto, a alternativa correta é aquela que diz que esse recurso é uma inovação lexical singularizante da linguagem literária.
Esse tipo de processo é chamado de inovação lexical, que é quando a língua recebe uma palavra nova, não usual, criada pelo autor para trazer um efeito especial, único, à mensagem que deseja passar. Então, não é um registro regional, nem um traço exclusivo da oralidade, tampouco uma marca de simples informalidade. Também não é algo que aconteça apenas na literatura poética, mas aqui, no contexto do poema, é, sim, uma inovação lexical singular.
Portanto, a alternativa correta é aquela que diz que esse recurso é uma inovação lexical singularizante da linguagem literária.