Um asteroide de cerca de um mil metros de diâmetro, viajando a 288 mil quilôm...

Um asteroide de cerca de um mil metros de diâmetro, viajando a 288 mil quilômetros por hora, passou a uma distância insignificante — em termos cósmicos — da Terra, pouco mais do dobro da distância ...


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Um asteroide de cerca de um mil metros de diâmetro, viajando a 288 mil quilômetros por hora, passou a uma distância insignificante — em termos cósmicos — da Terra, pouco mais do dobro da distância que nos separa da Lua. Segundo os cálculos matemáticos, o asteroide cruzou a órbita da Terra e somente não colidiu porque ela não estava naquele ponto de interseção. Se ele tivesse sido capturado pelo campo gravitacional do nosso planeta e colidido, o impacto equivaleria a 40 bilhões de toneladas de TNT, ou o equivalente à explosão de 40 mil bombas de hidrogênio, conforme calcularam os computadores operados pelos astrônomos do programa de Exploração do Sistema Solar da Nasa; se caísse no continente, abriria uma cratera de cinco quilômetros, no mínimo, e destruiria tudo o que houvesse num raio de milhares de outros; se desabasse no oceano, provocaria maremotos que devastariam imensas regiões costeiras. Enfim, uma visão do Apocalipse.
Disponível em: http://bdjur.stj.jus.br. Acesso em: 23 abr. 2010.
Qual estratégia caracteriza o texto como uma notícia alarmante?
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    30/09/2026 • 20:02
    Vamos entender primeiro o que o texto faz para causar um efeito de alarme no leitor. O texto não apenas informa que o asteroide passou próximo, mas usa expressões que enfatizam o perigo e as possíveis consequências desastrosas caso o evento tivesse tido um desfecho diferente.

    Entre as opções, a que melhor traduz essa estratégia alarmante são as formulações hipotéticas do tipo "se ele tivesse sido capturado", "se caísse no continente", "se desabasse no oceano", que criam uma sensação de ameaça iminente, mesmo que tenha sido um evento que não aconteceu. Isso provoca no leitor uma ideia do que poderia ter acontecido e intensifica a sensação de perigo.

    As outras alternativas tratam de características do texto, mas não têm o mesmo efeito alarmante direto: a velocidade e a distância são informações concretas, a opinião dos astrônomos atesta cientificidade, a expressão "no mínimo" apenas reforça a dimensão da cratera, e a comparação com a distância da Lua contextualiza o perigo, mas não cria o tom alarmante central.

    Portanto, a estratégia que caracteriza a notícia como alarmante é a recorrência de formulações hipotéticas.

    Gabarito: b
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