Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preser...

Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido


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A volta do marido pródigo

— Bom dia, seu Marrinha! Como passou de ontem?
— Bem. Já sabe, não é? Só ganha meio dia. [...]
Lá além, Generoso cotuca Tercino:
— [...] Vai em festa, dorme que-horas, e, quando chega, ainda é todo enfeitado e salamistrão!...
— Que é que hei de fazer, seu Marrinha... Amanheci com uma nevralgia... Fiquei com cisma de apanhar friagem...
— Hum...
— Mas o senhor vai ver como eu toco o meu serviço e ainda faço este povo trabalhar...
[...]
Pintão suou para desprender um pedrouço, e teve de pular para trás, para que a laje lhe não esmagasse um pé. Pragueja:
— Quem não tem brio engorda!
— É... Esse sujeito só é isso, e mais isso... — opina Sidu.
— Também, tudo p’ra ele sai bom, e no fim dá certo... — diz Correia, suspirando e retomando o enxadão. — “P’ra uns, as vacas morrem ... p’ra outros até boi pega a parir...”.
Seu Marra já concordou:
— Está bem, seu Laio, por hoje, como foi por doença, eu aponto o dia todo. Que é a última vez!... E agora, deixa de conversa fiada e vai pegando a ferramenta!

ROSA, J. G. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.
Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido
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  • Ingrid Nunes
    Ingrid Nunes EQUIPE
    30/09/2026 • 19:01
    Vamos falar sobre a importância do texto na preservação da cultura nacional. Os textos que fazem parte do patrimônio linguístico brasileiro muitas vezes trazem elementos que refletem a tradição oral, os ditados populares, as expressões e os costumes de determinadas regiões. Isso ajuda a manter viva a memória de saberes coletivos e a riqueza cultural do país. No trecho apresentado, percebe-se o uso de expressões populares e ditados, como “Quem não tem brio engorda!” e “P’ra uns, as vacas morrem ... p’ra outros até boi pega a parir...”, que são típicos do modo de falar regional e que carregam valores, experiências e ensinamentos passados de geração para geração.

    As outras alternativas não estão corretas para este contexto: não há foco em doenças para evidenciar falta de cuidado, nem há menção de profissões extintas; os nomes dos personagens não são o ponto principal do texto, e as descrições de costumes não têm relação direta com crenças ou superstições no trecho.

    Portanto, a alternativa correta é a letra d), que aponta o emprego de ditados populares como forma de resgatar memórias e saberes coletivos.
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