Paciente de 28 anos, submetida à cesariana sob raquianestesia, evolui no pós-...

Paciente de 28 anos, submetida à cesariana sob raquianestesia, evolui no pós-operatório com cefaleia intensa, de início súbito, que melhora quando se deita. Não apresenta febre, rigidez de nuca nem...


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Paciente de 28 anos, submetida à cesariana sob raquianestesia, evolui no pós-operatório com cefaleia intensa, de início súbito, que melhora quando se deita. Não apresenta febre, rigidez de nuca nem alterações neurológicas. A conduta mais adequada para o manejo inicial dessa condição é:
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    06/10/2026 • 21:02
    Vamos falar sobre cefaleia pós-raquianestesia, que é muito comum em quem se submete a procedimentos como cesariana com esse tipo de anestesia. A dor de cabeça característica dessa situação é intensa, geralmente surge de forma súbita, e o paciente sente melhora quando se deita. Essa dor ocorre devido à redução da pressão do líquido cefalorraquidiano, que vaza pelo local da punção na medula, causando tração nas estruturas ao redor.
    Na questão, a paciente apresenta exatamente esse quadro clínico: cefaleia intensa depois da raquianestesia, que melhora ao deitar, sem sinais de infecção (como febre ou rigidez de nuca) ou alterações neurológicas. Portanto, o diagnóstico mais provável é cefaleia pós-punção lombar.
    Quanto à conduta, o manejo inicial deve ser conservador: analgésicos para aliviar a dor, hidratação venosa para ajudar na reposição do líquido cefalorraquidiano e repouso em decúbito para reduzir a pressão negativa na punção. A punção lombar diagnóstica (opção a) não é indicada porque a cefaleia já pode ser explicada pelo procedimento e não há sinais de infecção ou hemorragia. A tomografia (opção c) normalmente só é feita se houver alterações neurológicas ou suspeita de outras causas graves. A opção d é mais relacionada a casos de sepse grave ou quadro neurológico crítico, o que não é o caso aqui.
    Portanto, a conduta adequada para essa paciente é administrar analgésicos, hidratação venosa e repouso em decúbito.
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