Homem de 62 anos, ex-tabagista (40 maços-ano), procura a unidade de atenção p...

Homem de 62 anos, ex-tabagista (40 maços-ano), procura a unidade de atenção primária com queixa de tosse crônica, presente há mais de 3 meses, associada à expectoração matinal esbranquiçada e dispn...


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Homem de 62 anos, ex-tabagista (40 maços-ano), procura a unidade de atenção primária com queixa de tosse crônica, presente há mais de 3 meses, associada à expectoração matinal esbranquiçada e dispneia progressiva aos esforços. Relata episódios ocasionais de sibilância, mas nega história de asma na infância, rinite alérgica ou variação importante dos sintomas ao longo do dia. O exame físico mostra murmúrio vesicular globalmente diminuído, sem estertores e uso ocasional de musculatura acessória. Na Atenção Primária à Saúde (APS), qual é a abordagem recomendada para a avaliação e o manejo da tosse crônica e das doenças respiratórias obstrutivas?
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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro EQUIPE
    06/10/2026 • 07:01
    Essa questão aborda um cenário clássico na atenção primária à saúde envolvendo tosse crônica, especialmente em um paciente ex-tabagista com sintomas respiratórios. O tema central é a avaliação e manejo das doenças respiratórias obstrutivas, principalmente a diferença entre asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

    Tosse crônica com expectoração esbranquiçada em um ex-tabagista de longa data sugere fortemente DPOC. É fundamental realizar espirometria para confirmar o diagnóstico, pois é o exame padrão-ouro para evidenciar obstrução ao fluxo aéreo que caracterizam a DPOC. Além disso, o manejo inicial deve priorizar intervenções não farmacológicas, destacando-se o abandono do tabagismo, que é crucial para a evolução da doença, e as vacinas para prevenir infecções respiratórias.

    Vamos analisar as alternativas: a) está incorreta, pois diferenciar asma e DPOC é relevante — embora possam ter tratamentos inicial e prognósticos distintos; b) está correta, pois descreve o quadro, exame e manejo apropriados na APS; c) não procede, pois a tosse crônica em idosos, principalmente com histórico de tabagismo, merece investigação para excluir doenças orgânicas graves; d) incorreta, pois o quadro, embora tenha sibilância, não é clássico de asma e é recomendada a espirometria antes de instaurar tratamento com corticoide inalatório.

    Portanto, a alternativa correta é a letra b.
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