Paciente do sexo feminino de 47 anos, com nódulo TIRADS4 / Bethesda III em lo...

Paciente do sexo feminino de 47 anos, com nódulo TIRADS4 / Bethesda III em lobo direito da tireoide, com 4,2 cm de diâmetro, associado a linfonodo suspeito no compartimento lateral, com dosagem de ...


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Paciente do sexo feminino de 47 anos, com nódulo TIRADS4 / Bethesda III em lobo direito da tireoide, com 4,2 cm de diâmetro, associado a linfonodo suspeito no compartimento lateral, com dosagem de tireoglobulina do lavado da agulha da punção > 5.000ng/mL. Submetida à tireoidectomia total, esvaziamento cervical do compartimento central e do compartimento lateral direito. Anatomopatológico mostra carcinoma papilífero subtipo folicular, unifocal, com extensão extratireoidiana microscópica anterior e presença de sete linfonodos metastáticos, sendo três no compartimento lateral, maior foco medindo 1,2 cm com extensão extranodal. Após a adjuvância, TG basal = 2,1ng/mL e ultrassonografia de controle sem lesões suspeitas. Entende-se que a paciente tem:
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  • Equipe Gabarite
    Equipe Gabarite EQUIPE
    06/10/2026 • 06:02
    Essa questão aborda o manejo e estratificação de risco no carcinoma papilífero de tireoide, um tema importante para o entendimento do prognóstico e planejamento terapêutico. O primeiro passo é analisar as características da paciente e do tumor, considerando as classificações TIRADS, Bethesda, e os achados anatomopatológicos.

    A paciente tem um nódulo de 4,2 cm, classificado como TIRADS4 e Bethesda III, indicando alguma suspeita de malignidade, confirmado pela cirurgia e exame histopatológico que mostrou carcinoma papilífero subtipo folicular. A presença de extensão extratireoidiana microscópica anterior e sete linfonodos metastáticos (três no compartimento lateral, com extensão extranodal no maior foco) sugere um tumor mais agressivo.

    Na estratificação de risco para câncer de tireoide, extensão extratireoidiana e metástases em linfonodos aumentam o risco para recorrência. A extensão extranodal também é fator de pior prognóstico. Portanto, essa paciente apresenta características que a colocam em risco alto, segundo as diretrizes da American Thyroid Association (ATA).

    Quanto à resposta ao tratamento, a dosagem de tireoglobulina (TG) basal pós-adjuvância é de 2,1 ng/mL, e a ultrassonografia de controle está sem lesões suspeitas. A resposta estrutural seria relacionada a presença ou ausência de lesões detectáveis; neste caso a US está negativa, indicando ausência de resposta estrutural incompleta. Porém, a TG detectável sugere que a resposta bioquímica não é completamente satisfatória (resposta bioquímica incompleta), pois valores elevados indicam possível doença residual ou recorrente.

    Assim, o cenário correto é paciente de risco alto, com resposta bioquímica incompleta, correspondente à alternativa b).
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